Google lança Gemini 4 Argon, IA avançada para tarefas complexas e segurança reforçada
O Gemini 4 Argon, mais recente modelo de linguagem do Google, atingiu 77,9% no benchmark DeepSWE 1.1, superando o Claude Opus 5.5 (74,2%) e o GPT-6 Astra (74,1%). A pontuação demonstra a capacidade do modelo em raciocínio profundo, essencial para tarefas complexas e de longa duração, como desenvolvimento de software, pesquisas financeiras avançadas e extração de informações de vídeos extensos.
O lançamento segue a fase de pós‑treinamento já anunciada em 25 de setembro, quando o chefe do Google DeepMind, Koray Kavukcuoglu, revelou que o Gemini 4 já estava em pós‑treinamento e poderia ser disponibilizado antes do fim de 2026. Agora, o modelo será liberado aos poucos, inicialmente para testadores confiáveis e especialistas de segurança por meio do programa Fairwind, que oferece acesso a modelos de IA a pessoas selecionadas sem as salvaguardas habituais.
Em breve, o Gemini 4 Argon será disponibilizado para desenvolvedores, clientes corporativos do Google Cloud e assinantes do Google AI Ultra. Durante a fase inicial de liberação, a estrutura de preços será a seguinte: US$ 2 por milhão de tokens de entrada, US$ 10 por milhão de tokens de saída, com desconto de 95% no preço para tokens de entrada em cache. Após o período promocional, esses valores dobrarão.
Um dos pontos fortes do Gemini 4 Argon é a sua segurança digital. O modelo foi treinado para identificar e corrigir vulnerabilidades críticas em softwares de forma autônoma, apresentando desempenho superior ao Flash Cyber 3.8. Para impedir uso malicioso, o Google implementou salvaguardas que inibem ações por prompt injection e proíbe o uso do modelo em ataques virtuais ou em ameaças CBRN (química, biológica, radiológica e nuclear).
Além disso, o Google já utiliza o Gemini 4 Argon em sua própria infraestrutura, empregando agentes baseados no modelo para reescrever bases de código de C/C++ para Rust, uma linguagem mais moderna e segura, e para otimizar o consumo de memória por aplicações de data center.
Esta iniciativa segue a tendência de integração de IA avançada em produtos do Google, como demonstrado na recente integração de Photoshop, Lightroom, Express e Firefly ao Gemini, que adicionou mais de 80 ferramentas ao Claude, conforme divulgado em 25 de setembro.
Com informacoes de Tecnoblog.

