Gemini 4 Argon chega ao app e à busca do Google; saiba mais

Por Theodoro Augusto Martins em Rio Verde, GO 13/10/2026 14:21
Gemini 4 Argon chega ao app e à busca do Google; saiba mais

Foto: Olhar Digital

Na terça‑feira (13), o Google começou a liberar o Gemini 4 Argon para mais usuários, como já mostramos em 01/10, quando o modelo foi anunciado no fim de setembro. O modelo de inteligência artificial (IA) agora está disponível para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra no aplicativo Gemini e no Modo IA da busca do Google, e também na plataforma de desenvolvimento Antigravity, onde o acesso exige assinatura Ultra.

No aplicativo Gemini, o Argon passou a integrar as opções disponíveis para assinantes dos planos Pro e Ultra. Antes, o acesso inicial estava restrito ao plano Ultra. A lista de modelos disponíveis para esses usuários inclui o 3.5 Flash‑Lite, o 3.8 Flash, o 3.1 Pro e o 4 Argon.

O Google também está modificando a interface do aplicativo para facilitar a alternância entre conversas e tarefas. A opção de tarefas, anteriormente chamada Spark, terá um botão próprio na janela principal do chat.

Outra novidade envolve a versão do Gemini para macOS. O aplicativo passará a oferecer acesso direto à interface de programação com agentes do Antigravity, permitindo alternar entre conversas e atividades de codificação para desenvolver aplicativos, experiências na web e outros projetos.

O Google afirma que já utiliza o Argon em projetos internos. Um dos exemplos envolve o navegador Chrome: o modelo ajudou a separar o processamento central de páginas da web de uma pasta legada com cerca de 6 milhões de linhas de código, dentro de uma base de código do Chromium que soma 40 milhões de linhas. Segundo a empresa, o trabalho envolveu alterações em centenas de arquivos e permitiu concluir em semanas uma refatoração arquitetural que levaria meses. O objetivo é viabilizar a movimentação de páginas abertas entre abas, painéis laterais e janelas flutuantes sem recarregamento, além de eliminar uma categoria de falhas do navegador.

Outro caso citado envolve o Gemma 4 E2B. Com o uso do vLLM em uma GPU A100, o Google relata ter alcançado uma aceleração de 2,85 vezes na inferência de ponta a ponta, elevando a taxa de processamento de aproximadamente 37.900 para mais de 108 mil tokens por segundo. A empresa afirma que o resultado foi obtido em poucos dias, sem perda de qualidade e com 100% de equivalência entre os tokens.

No YouTube, o Argon ajudou a reduzir pela metade o uso de CPU da interface de comentários. A análise identificou que a renderização redundante de emojis representava quase 45% da sobrecarga do servidor. Após 12 otimizações, a latência de carregamento dos comentários no servidor caiu 30 milissegundos, enquanto a latência de ponta a ponta no cliente diminuiu 20 milissegundos.

Além do aplicativo Gemini e do Modo IA da busca do Google, o modelo está disponível pela Gemini API, com preço promocional de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída até 30 de novembro de 2026. Após o fim do período promocional, os valores passarão para US$ 4 por milhão de tokens de entrada e US$ 20 por milhão de tokens de saída. O acesso ao modelo no Antigravity para desktop, na interface de linha de comando (CLI) do Antigravity, no AI Studio e no Android Studio Canary exige o plano Google AI Ultra.

O Google também abriu inscrições para um programa voltado à comunidade científica. A iniciativa prevê oferecer gratuitamente, durante seis meses, o nível mais alto de uso do Antigravity a 10 mil cientistas.

A empresa ainda afirma que o Argon apresenta resultados competitivos em áreas como programação, segurança cibernética, ciência, finanças e direito. Em avaliações de referência, o Google diz que o modelo supera concorrentes como GPT‑6 Astra, Claude Fable 5.1 e Claude Opus 5.5 em diferentes categorias.

Com informacoes de Olhar Digital.

Theodoro Augusto Martins

Sobre o Autor: Theodoro Augusto Martins

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