Flávio Bolsonaro liga Lula a Moraes e campanha de Lula aponta investigação de R$ 134 mi contra senador em propaganda eleitoral
No dia em que o Supremo Tribunal Federal realizou sessão para discutir os desdobramentos da crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, as campanhas eleitorais de Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levaram o tema para a propaganda televisiva.
Flávio Bolsonaro dedicou seu programa a um "pronunciamento" no qual associou diretamente o presidente Lula ao ministro Moraes, afirmou que o governo federal contribuiu para um "desequilíbrio institucional" e declarou que o presidente dividiu seu poder com o ministro, concluindo que o Brasil ficou "sem presidente nenhum, sem comando".
O senador acrescentou que "o atual governo fez parte de um sistema que está apodrecido" e que "o atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes".
A campanha de Lula, por sua vez, explorou investigações que envolvem Flávio Bolsonaro, citando o caso Banco Master e a suposta solicitação de R$ 134 milhões feita pelo senador ao ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, preso pelo escândalo do Banco Master.
O anúncio também reproduziu declaração do ex‑presidente Jair Bolsonaro, feita em reunião com ministros em 2020, na qual ele sugeriu trocar o chefe da Polícia Federal para proteger sua família. A propaganda contrapôs essa fala ao discurso do atual governo, afirmando que "já com o Lula, a Polícia Federal é forte e tem liberdade para investigar todos".
Em sequência, o vídeo exibiu fala de Lula: "É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém", acrescentando "Quem não deve não teme".
A peça citou ainda políticos do Rio de Janeiro ligados a Flávio Bolsonaro, mencionando que um pré‑candidato apoiado pelo senador foi preso sob acusação de ligação com o Comando Vermelho, e referiu o deputado TH Joias, detido sob suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro para a facção.
Ao questionar como alguém "cercado desse tipo de gente" poderia combater o crime, a propaganda encerrou com o slogan "Flávio, o pior dos Bolsonaros".
Segundo pesquisa da Quaest divulgada em 14 de setembro, Flávio Bolsonaro registrou 42 % das intenções de voto, enquanto Lula ficou com 40 % em cenário de eventual segundo turno, indicando empate técnico.
Aliados do senador interpretam o avanço nas pesquisas como resultado do aumento de apoio entre as mulheres, segmento no qual ele enfrentava maior resistência.
Como já foi destacado em cobertura anterior do portal sobre a suspensão do julgamento do relatório da PF envolvendo Moraes e a suspensão da investigação contra Vorcaro, a crise no STF tem influenciado as estratégias de campanha dos principais candidatos.
Com informacoes de G1 Política.

