Flávia Oliveira chora ao entrevistar a deputada Ana Elisa, eleita pelo PT, e revela ameaças racistas
Na quinta‑feira, 8 de outubro de 2026, a comentarista Flávia Oliveira ficou visivelmente emocionada ao conduzir uma entrevista na GloboNews com a deputada federal Ana Elisa, eleita recentemente em Minas Gerais pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A nova parlamentar recebeu mais de 524 mil votos nas eleições realizadas no último domingo, 4 de outubro, e tem sido alvo de ataques racistas, misóginos e até ameaças de morte desde que assumiu a candidatura.
Ao ser questionada sobre esses ataques, Ana Elisa respondeu: "A minha ancestralidade, a minha e a sua, é marcada por dor. Tenho certeza que hoje o lugar que você está é alvo de ameaças, de críticas. O nosso corpo é utilizado pelo Estado e pela sociedade como um alvo fácil".
Em seguida, a deputada acrescentou: "O sonho destas pessoas é que nem eu, nem você, nem nenhum brasileiro que está tendo o direito de nos escutar aqui hoje, estivéssemos aqui. O sonho deles é que nós estivéssemos agora no pelourinho".
Continuando, afirmou: "É óbvio que eu temo pela minha vida, mas eu vivo um dia de cada vez, porque eu sei que eu sou o sonho mais sonhado da minha ancestralidade. Tenho certeza que a minha ancestralidade, ela nunca teve a oportunidade nem de falar, quanto mais chegar na Câmara dos Deputados Federais".
Enquanto Flávia Oliveira enxugava as lágrimas, Ana Elisa prosseguiu: "Sou a primeira mulher negra, em 200 anos de Câmara, a chegar à Câmara com 21 anos. Então, mesmo que isso custe uma retaliação contra a minha vida, eu sei que eu vivi coisas que a minha ancestralidade nunca teve a oportunidade de viver".
A entrevista contou também com a participação de Andréia Sadi, que co‑conduziu o bate‑papo na GloboNews, e foi mencionada a contratação de Thiago Contreira, ex‑Globo e Record, pelo Times Brasil CNBC.
Ao ser questionada sobre os desejos da sua geração, Ana Elisa rebateu a ideia de que os jovens não se interessam por política, declarando: "As pessoas têm a percepção de que a nossa geração é desinteressada, não quer nada com a vida, que não gosta de política e, pelo contrário. Quando eu comecei a atuação nas redes sociais, eu percebi que a juventude gosta muito de aprender. Então nós temos hoje o objetivo de transmitir essa mensagem".
Ela ainda ressaltou: "Na época da ditadura militar, a juventude era tratada como uma juventude atrevida, e por isso foi torturada. Hoje, eles tratam como se a juvent".
Com informacoes de NaTelinha.

