FII de papel recorre à reserva de lucros para assegurar dividendos mensais em outubro de 2026

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 09/10/2026 06:20
FII de papel recorre à reserva de lucros para assegurar dividendos mensais em outubro de 2026

Foto: via Investidor10

O fundo imobiliário de papel decidiu empregar sua reserva de lucros como estratégia para garantir a continuidade dos dividendos mensais previstos para outubro de 2026. A medida foi tomada em resposta ao impacto da inflação negativa registrada em agosto, buscando preservar o patamar de proventos para os cotistas.

Os dados do fundo mostram que o valor do dividendo por cota está em R$ 8,96, com variação de 21,57 % nos últimos 12 meses. A liquidez diária do ativo é de R$ 292,09 mil, o dividend yield (DY) registra 13,17 % e o índice preço/valor patrimonial (P/VP) encontra‑se em 0,96.

Em paralelo, o panorama macroeconômico apresenta a taxa Selic em 13,75 %, a variação mensal do IPCA em –0,32 % (acumulado de 12 meses em 4,22 %), o CDI cotado em 14,47 % e o Ibovespa com alta de 45,87 % no último ano. O IFIX avançou 10,43 % no mesmo período, enquanto o SMLL subiu 26,65 %. Nos mercados internacionais, o S&P 500 registrou 15,65 % de valorização, o IDIV 39,23 % e o Nasdaq‑100 (NDX) 23,69 % nos últimos 12 meses.

Os principais commodities também foram destacados: o petróleo Brent apresentou alta de 86,97 % no ano, cotado a R$ 628,45; o ouro subiu 2,37 % e está em R$ 20.737,39; o milho avançou 4,17 % com preço de R$ 1.089,17; o café registrou 13,40 % de valorização, cotado a R$ 1.799,39; o cobre subiu 38,61 % e vale R$ 67.849,53; o petróleo WTI cresceu 54,01 % e está a R$ 482,16; o alumínio aumentou 29,59 % e custa R$ 1.110,22; a prata avançou 24,02 % com preço de R$ 301,05; o açúcar teve alta mínima de 0,19 % e está em R$ 180,66.

No segmento de renda fixa, destacam‑se os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e debêntures com rentabilidades líquidas e riscos baixos: CRI Hapvida (CDI + 5,05 %) rende 20,16 % ao ano; CRI Automob (CDI + 3,58 %) rende 18,47 % ao ano; Debênture Simpar (CDI + 5,25 %) rende 18,35 % ao ano; CRI Movida pré‑fixado oferece 17,12 % ao ano; CRI JSL pré‑fixado apresenta 17,00 % ao ano; CRI DASA pré‑fixado também rende 17,00 % ao ano.

Entre os títulos do Tesouro Direto, os destaques incluem: Tesouro Educa+ 2044 com rentabilidade anual IPCA + 6,58 %; Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2037 com IPCA + 6,76 % ao ano; Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 com rentabilidade de 12,69 % ao ano; Tesouro Prefixado 2032 com 12,61 % ao ano; Tesouro Selic 2031 com taxa Selic + 0,0874 %; e Tesouro Reserva 2036 atrelado à Selic.

Outras notícias de relevância para o investidor incluem o anúncio da FII GAME11, que comunicou dividendos de 1,09 % em julho, com pagamento previsto para 21 de julho de 2025 aos investidores que mantiverem posição até o fechamento do pregão de 9 de julho. O BTG Pactual divulgou uma lista com 21 ações que deverão pagar os maiores dividendos em 2025. No cenário de commodities, o ouro registrou valorização de quase 30 % no ano, enquanto o dólar apresentou a maior queda anual desde 2016. FIIs retomaram ganhos, enquanto o Bitcoin (BTC) teve desempenho negativo em fevereiro. O índice de BDRs entregou quase 6 % ao mês, e LCAs/LCIs passaram a pagar 112 % do CDI, refletindo a Selic em 13,75 %.

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Com informacoes de Investidor10.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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