Feminização facial: entenda a técnica adotada por Bella Longuinho, Linn da Quebrada e Maya Massafera
A feminização facial tem ganhado espaço nas discussões sobre afirmação de gênero e também chama a atenção pelas transformações de famosas como Marcela Porto, Bella Longuinho, Linn da Quebrada e Maya Massafera. A técnica reúne um conjunto de cirurgias que modificam características da face para aproximá-las da expressão feminina desejada por cada pessoa, podendo integrar o processo de afirmação de gênero.
Em entrevista ao Gshow, o cirurgião plástico Francisco Felipe Góis de Oliveira afirma que não existe uma fórmula única: a escolha das cirurgias depende dos traços que a pessoa deseja modificar e de uma avaliação individualizada. "A cirurgia é indicada quando existe o desejo de modificar características específicas, e a avaliação especializada identifica possibilidades compatíveis com a saúde e os objetivos da pessoa. As diferenças anatômicas são tendências, não regras."
Segundo o especialista, fatores como idade, ancestralidade e características familiares precisam ser considerados, assim como os riscos e os limites de cada intervenção. "Na feminização facial, o planejamento parte da pessoa e de seus objetivos, porque não existe um único rosto feminino", explicou.
Entre os procedimentos, a frontoplastia modifica o contorno da testa e pode envolver a remodelação óssea da região. Já a mentoplastia altera o formato ou o tamanho do queixo, enquanto a cervicoplastia busca melhorar o contorno do pescoço. A cantopexia, por sua vez, modifica o posicionamento do canto externo dos olhos.
Há outras intervenções que também podem ser consideradas: a rinoplastia, a remodelação da mandíbula, o reposicionamento das sobrancelhas e a tireocondroplastia, que consiste na redução da proeminência do Pomo de Adão, característica frequentemente associada à aparência masculina e que pode causar desconforto em muitas mulheres trans. "Os procedimentos são escolhidos conforme a anatomia e os objetivos de cada pessoa", detalha o cirurgião.
Sobre a recuperação, o médico explica que, no pós-operatório, cuidados com as feridas, alimentação adequada, restrição de esforços e consultas de acompanhamento orientam uma recuperação gradual, geralmente com cerca de um mês de afastamento das atividades habituais nas cirurgias mais extensas. Segundo ele, a pessoa pode retomar suas atividades mesmo que ainda apresente inchaço, pois a volta à rotina não significa que o resultado final já tenha sido alcançado. A avaliação definitiva pode levar cerca de um ano, dependendo dos procedimentos realizados e da cicatrização de cada paciente.
Com informacoes de Gshow.

