Fachin agenda reunião com PF para discutir menções a ministros do STF no caso Master
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, enviou ofício ao diretor‑geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, requerendo um encontro para tratar das menções a integrantes do STF que surgiram nas investigações do chamado caso Banco Master.
Em documento oficial, Fachin ressaltou que se tornaram públicas informações, documentos e indícios que podem apontar para possível envolvimento de membros do Supremo em fatos objeto da apuração, e que tais dados deverão ser analisados integralmente, sem exceção de pessoa ou fato.
O encontro, solicitado pelo próprio diretor da PF, está previsto para a próxima terça‑feira (13) e será realizado sem prejuízo dos procedimentos já em curso, segundo o texto do ofício.
Fachin enfatizou que a apuração deve obedecer estritamente às normas constitucionais e processuais, preservando a autonomia das instituições responsáveis pela investigação e pela persecução penal, bem como as competências constitucionalmente atribuídas ao STF.
O presidente do tribunal afirmou ainda que a confiança pública nas instituições depende da investigação séria, transparente e em conformidade com a ordem constitucional, destacando o papel da Polícia Judiciária e do Ministério Público como órgãos permanentes de Estado, independentes de qualquer governo.
As investigações do Banco Master passaram a incluir menções a quatro ministros do STF: Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, além de pessoas ligadas a eles.
O ex‑ministro Dias Toffoli, que chegou a ser relator do caso, foi citado em conversas extraídas do celular do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro. Posteriormente, Toffoli deixou a relatoria e declarou-se suspeito para participar de eventual julgamento envolvendo Alexandre de Moraes.
Quanto ao ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal reuniu mensagens e registros de contato entre o magistrado e Daniel Vorcaro. O relatório também apontou que o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci, manteve contrato com a instituição financeira investigada.
A Procuradoria‑Geral da República solicitou a anulação da apuração, argumentando que o ministro André Mendonça, atual relator do caso, não teria competência para determinar investigação sobre outro integrante do STF.
Nas conversas telefônicas do ex‑banqueiro, também aparecem referências ao ministro Kassio Nunes Marques, citado em diversos diálogos, e ao filho do ministro Luiz Fux, o advogado Rodrigo Fux, que foi mencionado nas mesmas trocas de mensagens.
Com informacoes de G1.

