Estrelas Gêmeas Explodem como Supernovas em Caso Inédito
Astrônomos podem ter identificado o primeiro registro de um sistema binário em que as duas estrelas integrantes terminaram suas existências em explosões de supernova. A descoberta foi apresentada em estudo publicado na revista Nature Communications nesta terça-feira.
A pesquisa analisou dois restos de explosões estelares próximos entre si, IC 443, conhecida como Nebulosa da Água-viva, e G189.6+3.3, localizados a cerca de 6 mil anos-luz da Terra, na direção da constelação de Gêmeos. Os pesquisadores combinaram dados de diferentes observatórios para avaliar se os dois objetos eram apenas uma coincidência de alinhamento no céu ou se tinham uma origem comum.
As evidências indicam que eles podem ter vindo de estrelas que nasceram juntas em um sistema binário. Vestígios de duas mortes estelares ligadas foram encontrados, o que sugere que ambos estão próximos no espaço, com os centros das explosões separados por uma distância estimada entre 30 e 50 anos-luz.
A equipe calculou que a chance de dois restos de supernova sem relação entre si aparecerem tão próximos seria de aproximadamente uma em mil. Esse resultado reforçou a hipótese de que os objetos tenham surgido de um mesmo sistema de estrelas massivas. As estimativas apontam que a explosão responsável por G189.6+3.3 ocorreu entre 20 mil e 110 mil anos atrás, enquanto a segunda supernova teria acontecido há cerca de 8 mil ou 9 mil anos.
Não é a primeira vez que a pesquisa astronômica revela segredos do universo, como mostramos recentemente com a descoberta de estrelas mortas escondidas pela vizinhança cósmica. A descoberta pode ajudar cientistas a compreender melhor como estrelas muito massivas evoluem quando fazem parte de sistemas duplos.
Caso a ligação entre IC 443 e G189.6+3.3 seja confirmada por novas observações, o conjunto poderá funcionar como um laboratório natural para estudar o ciclo completo desses sistemas. A equipe realizou simulações com um milhão de sistemas binários, mostrando que pares de estrelas massivas podem produzir duas supernovas separadas por dezenas de milhares de anos e ainda deixar rastros próximos no espaço.
Com informacoes de Olhar Digital.

