Escorpiões surgem mais no calor e podem invadir apartamentos: orientações para prevenir riscos domésticos
Com a elevação das temperaturas, os escorpiões têm sido avistados com maior frequência nas áreas urbanas, buscando abrigo, água e alimento dentro dos imóveis, especialmente em ralos, frestas, tubulações e caixas de fiação, conforme orientam o Instituto Butantan e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Para reduzir o risco de presença desses aracnídeos, três cuidados são recomendados: vedar possíveis pontos de entrada, controlar a presença de baratas e conferir roupas e calçados antes do uso.
As fêmeas do escorpião‑amarelo e do escorpião‑amarelo‑do‑Nordeste reproduzem-se por partenogênese, ou seja, sem necessidade de macho. Cada fêmea pode ter cerca de dois partos por ano, com 20 a 25 filhotes em cada ninhada.
Esses escorpiões são predominantemente noturnos e passam o dia escondidos em locais escuros e protegidos, como caixas de gordura, pontos de energia, frestas de paredes, rodapés soltos, roupas deixadas no chão e materiais acumulados.
Além disso, eles podem alcançar residências por meio das redes de esgoto e de águas pluviais, e morar em andares altos não elimina o risco, já que conseguem escalar superfícies irregulares e usar tubulações e caixas de fiação como caminhos.
Barreiras físicas que dificultam a entrada incluem: instalar telas ou sistemas de abre e fecha nos ralos; vedar frestas, rodapés, caixas de luz e passagens de cabos; sacudir roupas, toalhas e calçados antes do uso; manter camas e móveis afastados das paredes; evitar que lençóis e mosquiteiros encostem no chão.
Baratas, aranhas, grilos e outros pequenos animais compõem a alimentação dos escorpiões; assim, lixo mal acondicionado, restos de alimentos e grande quantidade de insetos criam condições favoráveis à sua permanência.
Quintais e jardins devem ser mantidos limpos, sem acúmulo de folhas secas, madeira, tijolos, entulho ou materiais de construção, e folhagens densas não devem ficar encostadas em muros e paredes.
O material do Butantan ressalta que não há comprovação científica de que plantas como citronela, arruda, alecrim ou lavanda funcionem como repelentes de escorpiões, e que inseticidas, vinagre, água sanitária e outros produtos químicos não são recomendados, pois podem fazer o animal abandonar o esconderijo e se deslocar para outro ponto do imóvel.
A dor intensa costuma surgir poucos minutos após a picada, acompanhada de vermelhidão, formigamento, suor, náuseas, vômitos, agitação e aumento dos batimentos cardíacos. Crianças apresentam maior risco de manifestações graves, que podem incluir alterações da pressão arterial, arritmia, edema pulmonar, insuficiência cardíaca e choque.
Após a picada, lave o local com água e sabão, aplique uma compressa morna e procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo. Não coloque gelo, faça torniquete, corte ou fure o local, nem tente sugar o veneno. Também não aplique álcool, querosene, fumo, pó de café ou outras substâncias. A necessidade de aplicação do soro antiescorpiônico ou antiaracnídico deve ser definida pela equipe médica, de acordo com os sintomas e a gravidade do caso.
O Instituto Butantan ainda destaca curiosidades científicas, como o fato de a jararaca ter fornecido ao mundo o primeiro remédio para pressão alta, as proteínas de cascavéis serem dez vezes mais potentes que antiveneno comercial e o gambá do quintal conseguir resistir ao veneno de serpentes.
Com informacoes de Olhar Digital.

