Entidades empresariais exigem sessão pública urgente do STF e manifestam crise institucional

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 09/09/2026 09:40
Entidades empresariais exigem sessão pública urgente do STF e manifestam crise institucional

Foto: via G1

Entidades empresariais divulgaram nesta quarta-feira (9) um manifesto em que cobram que o Supremo Tribunal Federal (STF) examine, em sessão pública e com urgência, os fatos relacionados à crise na Corte.

Entre as signatárias estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC), além de outras quatro organizações.

O documento, intitulado “Manifesto à Nação Brasileira”, afirma que o país atravessa uma “crise institucional de extrema gravidade” e aponta o Supremo como o epicentro dessa situação.

“A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!”, declara o manifesto.

O texto não cita nomes de ministros nem detalha episódios específicos, mas defende que a Corte preste contas à sociedade, ressaltando que a perda de legitimidade de um tribunal compromete a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a paz social.

“O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas”, afirmam as entidades.

Segundo o manifesto, a autoridade de um tribunal depende de imparcialidade, transparência e exemplo na atuação de seus integrantes.

“A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas”, acrescenta o documento.

As sete entidades destacadas no manifesto são: Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB); Confederação Nacional do Comércio (CNC); Confederação Nacional da Indústria (CNI); Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp); Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp); Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

A página do manifesto também reúne adesões de associações, federações e sindicatos de diferentes setores e regiões do país, totalizando 2.764 registros.

O documento termina com uma convocação para que a sociedade se manifeste e com a afirmação de que “ninguém está acima da lei”.

O manifesto foi publicado em uma página na internet e em jornais impressos desta quarta-feira.

Em posicionamento separado, o presidente da CNI, Ricardo Alban, apresenta texto intitulado “Não vamos desistir do Brasil” e afirma que as sucessivas crises em Brasília colocam as instituições em risco, exigindo uma reação “vigorosa”, justa e responsável.

Alban destaca que a confiança da população nos Poderes públicos é um dos alicerces da democracia e que “A República enfrenta um teste de integridade inédito. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília colocam as instituições em risco”.

Ele defende que as discussões sejam livres, públicas e transparentes, com oportunidade para esclarecimentos, e pede que as decisões considerem os efeitos sobre a competitividade, a produtividade e a geração de empregos.

“Não podemos deixar que questões políticas, eleitorais ou crises institucionais travem o desenvolvimento. Não podemos, mais uma vez, perder as oportunidades de crescimento no cenário internacional”, escreve Alban.

Alban convoca os poderes públicos, empresários e trabalhadores a buscar consenso em torno de temas como metas fiscais e políticas econômicas capazes de garantir investimentos e crescimento.

O dirigente também defende amplo direito de defesa e que esse processo ocorra sem influência político-partidária.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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