Empresária foragida é investigada por golpes na internet em Anápolis
A empresária Vanessa Lorany Reges de Almeida, de 34 anos, conhecida nas redes sociais como Vanessa Marega, é considerada foragida da Justiça. Segundo o delegado Leonilson Pereira, ela é investigada por aplicar golpes na internet ao anunciar produtos abaixo do preço e não realizar as entregas, em Anápolis, a 55 km de Goiânia.
O prejuízo estimado é de R$ 878.203,99. A defesa da empresária não foi localizada até a última atualização desta reportagem. Na quarta-feira, a Polícia Civil deflagrou a Operação Chamariz para o cumprimento de diversas medidas cautelares contra a investigada: mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático, sequestro e bloqueio judicial de bens e valores e bloqueio judicial de imóvel.
Prints mostram que entre os produtos anunciados por Vanessa estão celulares de última geração, televisão, lava e seca e caixa de som. Os descontos chegavam a até 70%. Até o momento, foram ouvidas sete vítimas e registradas 91 ocorrências policiais. No que tange a região de Anápolis, são mais de 80 vítimas, destacou o delegado.
De acordo com a investigação, a empresária já possui histórico semelhante na região de Aparecida de Goiânia. Há indícios de que Vanessa Lorany tenha fugido para o Paraguai, informou a polícia. A suspeita vendia eletrônicos pelas redes sociais com até 70% de desconto e exigia pagamento antecipado via Pix, mas não entregava os produtos.
Para criar uma falsa aparência de legitimidade e gerar 'prova social', a suspeita realizava entregas pontuais. O retorno positivo desses clientes era amplamente divulgado nas redes sociais para atrair novas vítimas. Essa empresária realizava a venda de produtos eletrônicos envolvendo redes sociais — WhatsApp, Instagram — e o preço dos produtos era abaixo do valor de mercado. Só que ela exigia o pagamento antecipado via Pix e realizava algumas entregas de forma a se dar um feedback positivo, e deixava de realizar várias outras, onde as vítimas ficavam sem o valor e sem o produto, disse o investigador.
Com informacoes de G1 Goiás.

