Eleitores 2026: o que pode e o que não pode levar à cabine de votação
A Justiça Eleitoral reforçou, para as Eleições 2026, a proibição de quaisquer aparelhos eletrônicos capazes de registrar, transmitir ou divulgar a escolha do eleitor dentro da cabine de votação, incluindo celulares, fones de ouvido e óculos inteligentes com câmeras ou microfones embutidos.
Entre os itens expressamente vetados estão microcâmeras, equipamentos de radiocomunicação, material de campanha para distribuição, armas e munições – mesmo para quem possui porte ou licença – e quaisquer acessórios aparentemente comuns, como canetas, chaveiros, bonés, chapéus e broches, caso contenham câmera ou recurso de comunicação.
Antes de entrar na cabine, os mesários orientam o eleitor a desligar o dispositivo e deixá‑lo sobre a mesa receptora, onde ficará guardado até o término da votação; quem se recusar a entregar o equipamento terá o voto impedido.
Permitem‑se, entretanto, objetos que não comprometam o sigilo do voto: a cola eleitoral em papel, que pode ser consultada dentro da cabine para lembrar os números dos candidatos; o e‑Título, cujo aplicativo pode ser usado para identificação ao apresentar a foto do eleitor ao mesário, sendo o celular então armazenado em local reservado; roupas e acessórios comuns – camisetas, bandeiras, broches e adesivos – desde que a manifestação seja individual, silenciosa e sem aglomeração; e objetos pessoais como bolsas, mochilas e guarda‑chuvas.
Em 2026 cada eleitor deverá escolher seis candidatos, na ordem: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. O primeiro turno ocorre no domingo, 04 de outubro, e o segundo turno está marcado para 25 de outubro; a votação será das 8h às 17h, horário de Brasília, em todo o país.
Como a internet não está disponível dentro da cabine, o eleitor deve chegar ao local já com a pesquisa feita e o número dos candidatos em mente ou anotado. Além das páginas oficiais da Justiça Eleitoral, veículos de imprensa oferecem ferramentas de consulta, como o Match Eleitoral da Folha de São Paulo, que cruza respostas do eleitor com as posições de candidatos a deputado federal e senador em São Paulo, e o Raio‑X dos Candidatos da CNN Brasil, que apresenta partido, número, bens declarados, receitas e despesas de campanha, propostas e histórico eleitoral.
As regras eleitorais de 2026 também estabelecem restrições ao uso de inteligência artificial: plataformas de chatbot devem impedir que seus sistemas ofereçam recomendações ou sugestões de voto. Perguntar a um chatbot “em quem devo votar?” não pode gerar indicação de candidato; a IA pode, no entanto, explicar o funcionamento das eleições, resumir propostas ou esclarecer conceitos.
Em decisão recente, o ministro do STF Cristiano Zanin determinou que as operadoras garantam acesso gratuito às páginas e aos aplicativos da Justiça Eleitoral, medida confirmada pelo plenário. Assim, eleitores sem franquia de internet móvel poderão consultar informações oficiais sem custo.
Como já abordamos na cobertura da atualização One UI 9 da Samsung, a presença crescente da tecnologia no cotidiano não se estende ao ato de votar, preservando o sigilo e a integridade do processo eleitoral.
Com informacoes de Tecnoblog.

