Eleição em Israel em 27 de outubro pode definir futuro de Netanyahu e arriscar novo pleito
Israel vai às urnas nesta terça-feira, 27 de outubro, marcando a primeira eleição geral desde o início do conflito na Faixa de Gaza, e o resultado determinará o futuro político do primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu.
O eleitorado escolherá os 120 deputados do Knesset, o parlamento israelense; para formar governo é necessário ocupar, no mínimo, 61 assentos. Pesquisas de intenção de voto apontam que a lista de Netanyahu deve conquistar entre 20 e 30 cadeiras, número praticamente igual ao da sigla Yashar, liderada pelo ex‑chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot.
Mesmo somando os partidos que compõem a atual coalizão governista, a soma ainda não alcançaria os 61 assentos exigidos. Entre os integrantes da aliança está a extrema‑direita Otzma Yehudit, comandada por Itamar Ben‑Gvir, atual ministro da Segurança Nacional, que deve ficar com menos de nove cadeiras.
Como nenhuma das duas grandes forças parece capaz de garantir maioria, há risco de que Israel precise repetir o pleito, como ocorreu entre 2019 e 2022, quando o país realizou cinco eleições consecutivas até que, no fim de 2022, Netanyahu assegurou a maioria ao firmar aliança controversa com o partido de Ben‑Gvir.
O contexto da votação está marcado pela guerra desencadeada após a invasão do Hamas em 7 de outubro, que deixou mais de 1.200 mortos em Israel e cerca de 75 mil palestinos mortos na Faixa de Gaza. O conflito se ampliou para o Irã, com os EUA apoiando Israel em uma postura de confronto aberto contra Teerã.
Para conquistar eleitores indecisos, Netanyahu tem apostado no discurso bélico, reforçando a ameaça iraniana e tentando capitalizar a parceria com o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar de divergências recentes sobre ataques ao Irã. A campanha incluiu outdoors e cartazes em Tel Aviv que exibem ambos os líderes.
Na segunda‑feira, 26 de outubro, a imprensa israelense divulgou que Netanyahu teria pressionado as Forças Armadas a intensificar uma escalada contra o Irã e teria ameaçado demitir comandantes que resistissem a um ataque, medida que o gabinete negou oficialmente. A oposição acusou o primeiro‑ministro de colocar a estabilidade regional em risco para garantir sua própria sobrevivência política.
Além do cenário de guerra, Netanyahu enfrenta processos na justiça israelense e um mandado de prisão internacional, fatores que reduzem sua popularidade e aumentam a incerteza sobre sua permanência no cargo, embora nenhum outro partido demonstre força suficiente para assumir a liderança.
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Com informacoes de G1.

