El Niño pode causar até 450 mil mortes no mundo até fevereiro de 2027; Brasil entre os países mais ameaçados
Cientistas do Laboratório de Impactos do Clima da Universidade de Chicago calcularam que o fenômeno El Niño pode provocar até 450 mil mortes excessivas no mundo até fevereiro de 2027, e que o Brasil está entre os países mais ameaçados.
O estudo projeta que 13,3 mil brasileiros podem morrer em excesso, enquanto a Nigéria tem uma projeção de mais de 31 mil mortes; Indonésia e Sudão também figuram entre os países mais atingidos.
O número de dias de calor tórrido deve aumentar 44%. O cientista climático Theodore Keeping, do Imperial College London, explica que o El Niño modifica os padrões climáticos locais, afeta a produção de alimentos e pode definir se as pessoas enfrentarão inundações ou estresse térmico extremo.
Teresa Zakaria, chefe da Unidade de Redução de Riscos, Operações Humanitárias e Mudanças Climáticas da OMS, afirma que este não é apenas um fenômeno climático: “É um multiplicador de riscos, e esperamos ver impactos na saúde em todo o mundo”.
O El Niño está se intensificando rapidamente, com previsão de atingir o pico no fim de 2026. Contudo, o perigo não termina aí: no começo de 2027, o calor do verão no Hemisfério Sul se somará aos efeitos do El Niño, configurando um “super El Niño” que pode se tornar um sombrio cartão‑postais do futuro, ilustrando temperaturas extremas que podem se tornar normais em poucas décadas.
Observações recentes mostram o Oceano Pacífico atingindo marca recorde de aquecimento diário mesmo meses antes do pico, e o Deserto do Atacama florescendo após chuvas intensas provocadas pelo El Niño.
Os pesquisadores ressaltam que as mortes projetadas incluem fatalidades por doenças provocadas pelo calor, problemas respiratórios, desnutrição, cólera e outras enfermidades transmitidas pelas alterações climáticas.
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Com informacoes de G1.

