El Niño impede formação de furacões no Atlântico Norte e intensifica tempestades no Pacífico em 2026

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 25/09/2026 18:00
El Niño impede formação de furacões no Atlântico Norte e intensifica tempestades no Pacífico em 2026

Foto: via Climatempo

A temporada de furacões de 2026 no Atlântico Norte está sendo a mais fraca observada desde 1966, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). Até 24 de setembro, mês de pico da estação, nenhum furacão havia se desenvolvido na bacia atlântica.

O fenômeno El Niño, considerado uma das principais teleconexões climáticas, está em fase intensa em 2026. As alterações na circulação dos ventos sobre a atmosfera provocam mudanças que, segundo meteorologistas, fazem com que a região do Atlântico Norte “perca” as condições favoráveis à formação de furacões, ao mesmo tempo em que favorecem a geração de tempestades no Pacífico Leste.

Desde o início oficial da temporada, em 1º de junho, nenhum ciclone atingiu a intensidade de furacão. O período de maior atividade costuma ocorrer entre agosto e outubro, com pico em setembro; portanto, ultrapassar a metade de setembro sem registro de furacão é um evento raro. Os dados do NHC apontam que esse intervalo sem furacões é o maior desde 1966, marco do monitoramento moderno por satélites. O recorde anterior havia sido registrado em 2002 e 2013, quando o primeiro furacão dessas temporadas se formou apenas em 11 de setembro.

Segundo climatologia de 1991 a 2020, a primeira tempestade tropical nomeada costuma aparecer em meados de junho, enquanto o primeiro furacão geralmente surge na primeira metade de agosto.

Uma tempestade tropical é um ciclone que atinge ventos sustentados de, no mínimo, 63 km/h e recebe um nome. Quando esses ventos alcançam 119 km/h, a tempestade evolui para furacão. Essa diferenciação é importante para entender por que, apesar de haver várias tempestades nomeadas em 2026, nenhuma chegou ao status de furacão.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) já havia previsto, em atualização de maio, uma temporada abaixo da média para o Atlântico Norte, estimando entre 7 e 13 tempestades nomeadas, de 2 a 6 furacões e até 2 furacões de grande intensidade.

Até a tarde de 25 de setembro, sete tempestades tropicais receberam nomes: Arthur (17 de junho), Bertha (19 de julho), Cristobal (12 de agosto), Dolly (27 de agosto), Edouard (31 de agosto), Fay (19 de setembro) e Gonzalo (25 de setembro). Nenhuma delas atingiu a velocidade de vento necessária para ser classificada como furacão.

Imagens do satélite meteorológico GOES 19, capturadas às 15h40 UTC (12h40 BRT) de 25 de setembro de 2026, mostram as tempestades tropicais Fay e Gonzalo sobre o Atlântico Norte.

Com informacoes de Climatempo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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