Economistas do Ministério da Fazenda elevam projeções de déficit primário e dívida pública para 2026, indica Prisma

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 15/10/2026 22:40
Economistas do Ministério da Fazenda elevam projeções de déficit primário e dívida pública para 2026, indica Prisma

Foto: via Folha de S.Paulo

Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda atualizaram suas estimativas para o déficit primário e a dívida pública do governo central, apresentando pioras em relação ao cenário de setembro, conforme o relatório Prisma divulgado na terça‑feira, 13.

A mediana das expectativas para o déficit primário em 2026 passou de R$ 52,27 bilhões, apontadas em setembro, para R$ 53,05 bilhões no levantamento de outubro.

Para 2027, a projeção de déficit foi reduzida, ficando em R$ 44 bilhões, abaixo da estimativa anterior de R$ 45,35 bilhões.

O governo tem como meta alcançar superávit primário equivalente a 0,25% do PIB em 2026, o que corresponde a R$ 34,3 bilhões, e 0,5% do PIB em 2027, ou R$ 73,2 bilhões, considerando ainda uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB e despesas excluídas da meta.

O Prisma estimou que a dívida bruta do governo central representará 83,4% do PIB em 2026, ligeiramente acima dos 83,2% previstos em setembro. Para 2027, a expectativa permanece em 87% do PIB, patamar já apontado no mês anterior.

A equipe econômica do governo tem defendido que o elevado endividamento se deve, em parte, ao alto custo da taxa básica de juros, a Selic, que está em 13,75% ao ano após cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, e que ainda não há indicação clara sobre a política monetária na reunião do Banco Central prevista para o início de novembro.

No lado da arrecadação, a mediana da receita líquida do governo central para 2026 recuou marginalmente para R$ 2,58 trilhões, permanecendo igual ao valor do levantamento anterior. A projeção para 2027 manteve‑se praticamente estável em R$ 2,75 trilhões.

Em relação aos gastos, a previsão de despesas do governo central para 2026 foi mantida em R$ 2,63 trilhões. Para 2027, a estimativa de despesas subiu levemente para R$ 2,79 trilhões, valor praticamente idêntico ao divulgado um mês antes.

Com informacoes de Folha de S.Paulo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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