Economista Adolfo Sachsida projeta reorganização das contas públicas em 18 meses no governo de Flávio Bolsonaro

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 18/10/2026 12:20
Economista Adolfo Sachsida projeta reorganização das contas públicas em 18 meses no governo de Flávio Bolsonaro

Foto: via Gazeta do Povo

Adolfo Sachsida, economista que integra a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), afirma que o próximo governo tem a capacidade de reorganizar as contas públicas em um prazo de até 18 meses, com prioridade para reformas microeconômicas que impulsionem a produtividade.

A estratégia, segundo o especialista, busca preparar o Brasil para crescer, atrair investimentos e ampliar oportunidades de emprego e renda.

Ex‑ministro de Minas e Energia no governo de Jair Bolsonaro (PL), Sachsida é um dos principais responsáveis pela elaboração das propostas econômicas para Flávio, ao lado da ex‑presidenta da Caixa, Daniella Marques. O grupo inclui ainda ex‑integrantes do Ministério da Economia da gestão Paulo Guedes e discute alternativas para as contas públicas, arrecadação e ambiente de negócios.

A equipe também separa as medidas que poderiam ser adotadas diretamente pelo Executivo daquelas que dependeriam da aprovação do Congresso.

Ao longo dos últimos anos, Adolfo Sachsida desenvolveu um pacote de 200 medidas que, segundo ele, são fundamentais para enfrentar os principais entraves ao crescimento brasileiro: desequilíbrio fiscal, burocracia, tributação elevada e baixa produtividade. A construção das propostas contou com a participação de cerca de 100 especialistas, entre economistas, juristas e técnicos, e integra o Projeto Brasil, que, ressalta o economista, não pode ser confundido com o programa oficial de Flávio.

“São projetos distintos. Não existe nenhuma vinculação entre esses pontos. O plano de governo do senador está entregue ao TSE”, declarou Sachsida, destacando que o Projeto Brasil foi lançado em julho, antes de ele passar a integrar a equipe econômica do senador.

Apesar da distinção entre as propostas do Projeto Brasil e o documento registrado pela candidatura, há vários pontos de convergência entre ambas as agendas, o que explica o convite para que Sachsida ingressasse na campanha.

Com a circulação de seu nome como possível ministro em um eventual governo de Flávio, o pensamento de Sachsida, expresso em colunas publicadas nesta Gazeta do Povo ao longo de quase três anos, indica caminhos que a economia do país pode seguir.

O diagnóstico de Sachsida parte da necessidade de conter o crescimento da dívida pública e recuperar a capacidade do Estado de financiar suas atividades sem pressionar continuamente os juros. Em artigos publicados ainda este ano na Gazeta do Povo, ele defende a consolidação fiscal e reformas pró‑mercado como condições para o crescimento sustentável.

No Projeto Brasil, essas diretrizes aparecem como caminho para reduzir o custo do crédito, controlar a inflação e criar um ambiente mais favorável ao investimento privado.

O economista já defendia, no documento, uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) de consolidação fiscal, que estabeleceria um limite para a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB), utilizando um teto de gastos como instrumento de controle. A ideia é substituir o que ele considera ajustes baseados em aumentos de impostos por uma regra que contenha a expansão das despesas.

A estratégia converge com o plano de governo de Flávio, apresentado ainda antes da adesão formal de Sachsida. No documento protocolado no TSE, o candidato coloca o ajuste das contas públicas como ponto central de seu plano econômico, além de prometer um “tesouraço” nos gastos e uma nova regra fiscal.

“A PEC do fim da reeleição, que já está pautada, e essa PEC fiscal”, disse Daniella Marques, que destacou que Flávio já se comprometeu a fazer as duas emendas constitucionais “ainda na transição”.

O contexto atual ajuda a dimensionar o desafio. Em agosto, a dívida bruta do governo geral alcançou 82,9% do PIB, ou R$ 11,05 trilhões, segundo o Banco Central. No mesmo mês, o déficit nominal acumulado em 12 meses chegou a R$ 1,26 trilhão, equivalente a 9,48% do PIB.

Adolfo Sachsida sustenta que o controle fiscal reduziria o risco percebido pelos investidores, ajudaria a diminuir os juros e criaria espaço para investimentos e programas sociais.

Em entrevista recente, já como integrante da campanha de Flávio, ele afirmou que a reorganização das contas públicas consumiria cerca de um ano e meio.

O ajuste, segundo Sachsida, preservaria aposentadorias e benefícios sociais.

A maior dificuldade está na composição do orçamento. Conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, 91,7% dos gastos primários da União são obrigatórios, como aposentadorias, pensões, salários e transferências constitucionais. Apenas os 8,3% restantes são discricionários, sobre os quais o governo tem maior liberdade de decisão. A Previdência Social, sozinha, representa R$ 1,17 trilhão do Orçamento projetado. Isso significa que uma redução expressi

Com informacoes de Gazeta do Povo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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