É possível fazer remap em carro elétrico? Entenda o desafio térmico e o custo

Por Theodoro Augusto Martins em Rio Verde, GO 18/10/2026 19:26
É possível fazer remap em carro elétrico? Entenda o desafio térmico e o custo

Foto: via Canaltech

O chamado remap automotivo, prática que consiste em reprogramar parâmetros eletrônicos para extrair mais potência e torque, já é corriqueiro em motores a combustão. Quando o assunto são os carros elétricos, porém, a técnica ainda é novidade e envolve custos bem mais altos.

Segundo o preparador automotivo Ricardinho ACF, que participou de um projeto experimental com o hatch elétrico Geely EX2 no Festival Interlagos 2026, é possível alterar a calibração para aumentar o desempenho sem comprometer os limites originais do motor. No entanto, o processo exige muito mais cuidado e investimento.

O especialista contou à Quatro Rodas que a lógica de ajuste dinâmico é semelhante à dos motores a combustão, mas muda a forma como energia e calor são administrados. Em uso severo de curta duração, como uma bateria de drift de 10 minutos, é possível explorar picos de descarga elétrica para obter ganhos imediatos de torque. Por outro lado, isso eleva a temperatura do sistema, fazendo do gerenciamento térmico o principal gargalo técnico.

Assim como nos motores a combustão, em que o aumento da pressão do turbo exige intercoolers mais eficientes, no carro elétrico o remap demanda sistemas de refrigeração reforçados para suportar os picos de energia sem degradar as baterias ou danificar o motor. Esse cuidado adicional explica por que o custo é maior: além da reprogramação eletrônica, é necessário investir em soluções de arrefecimento e componentes de alta tensão mais robustos.

Ou seja, o remap em elétricos não é apenas uma questão de software, mas também de hardware.

Principais pontos sobre remap em elétricos

É possível realizar remap em carros elétricos, mas exige maior investimento. O gerenciamento térmico é o maior desafio, já que o aumento de potência gera mais calor. Projetos experimentais já provaram a viabilidade, como o Geely EX2 modificado para o Festival Interlagos. O custo é superior ao de veículos a combustão, pois envolve ajustes em software e hardware. A prática ainda é restrita a preparadores especializados, sem aplicação em larga escala no mercado.

Quem se interessa por remap ou por "tunar" o carro pode querer entender melhor o que é permitido no tuning e o que é proibido na hora de "envenenar" o veículo.

Com informacoes de Canaltech.

Theodoro Augusto Martins

Sobre o Autor: Theodoro Augusto Martins

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