Douglas Ruas é declarado governador do Rio de Janeiro após anulação de votos de Anthony Garotinho

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 10/10/2026 16:20
Douglas Ruas é declarado governador do Rio de Janeiro após anulação de votos de Anthony Garotinho

Foto: via G1

Douglas Ruas (PL), de 37 anos, foi declarado eleito governador do Rio de Janeiro neste sábado (10) após a Justiça Eleitoral confirmar a nulidade dos votos de Anthony Garotinho.

No primeiro turno, Ruas encerrou a disputa com 49,27% dos votos; após a retotalização dos votos anulados, passou a deter 50,88% dos votos válidos, garantindo a vitória no primeiro turno reconhecida pelo TSE.

Com a vitória, ele se torna o governador mais jovem do estado desde 1959.

Natural de São Gonçalo, na Região Metropolitana, Ruas é policial civil concursado, bacharel em Direito, pós‑graduado em Gestão Pública, advogado, casado e pai de um filho.

A trajetória política de Ruas começou em São Gonçalo, onde atuou como subsecretário de Trabalho do município, depois como superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e, em 2021, assumiu a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais.

Em 2022, foi eleito deputado estadual com 175.977 votos, a segunda maior votação daquele ano para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde passou a defender pautas de defesa do consumidor, valorização dos profissionais de segurança pública e desenvolvimento regional.

Posteriormente, o então governador Cláudio Castro o convidou para assumir a Secretaria Estadual das Cidades, cargo no qual coordenou investimentos em infraestrutura urbana em diversas regiões do estado.

Em março de 2026, Ruas deixou a secretaria e retornou à Alerj para reassumir o mandato de deputado estadual; em abril, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa.

Na corrida para o governo estadual, Ruas terminou o primeiro turno à frente de Eduardo Paes (PSD), mas inicialmente não ultrapassou a marca de 50% dos votos válidos, deixando a vitória dependente da decisão da Justiça Eleitoral sobre os votos de Anthony Garotinho, cuja candidatura havia sido indeferida.

O TSE formou maioria para anular os votos de Garotinho, o que permitiu a confirmação da eleição de Ruas no primeiro turno.

Em 2022, Ruas declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,2 milhão e, durante seu mandato na Alerj, apresentou oito projetos de lei, nenhum deles relacionado a temas polêmicos.

A coligação de Eduardo Paes anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do TSE nesta quinta‑feira.

O Ministério Público do Rio (MPRJ) abriu, em 15 de julho, um Procedimento Investigatório Criminal para apurar suspeitas envolvendo as empresas Saur Construção, Terraplanagem e Locação e DM Invest Consultoria e Participações, nas quais Ruas tem vínculo societário. A investigação, que tramita sob sigilo no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), examina possíveis indícios de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes em licitações e eventual contratação fraudulenta, tendo sido iniciada a partir de denúncia anônima.

Ruas comentou que o MP já arquivou outro procedimento investigatório relacionado aos mesmos fatos, afirmando que “em breve será arquivado porque vai se chegar à conclusão de que se trata de mentiras e ataques da velha política à minha candidatura a governador”.

O programa de governo de Ruas tem a segurança pública como prioridade, propondo a retomada de territórios dominados por facções criminosas e milícias e a criação do programa Escudo Fluminense, que prevê uso de reconhecimento facial, leitura de placas, drones, scanners de carga e operações integradas.

A proposta também inclui medidas de combate à lavagem de dinheiro e ao uso de empresas de fachada ligadas ao crime organizado, além da recuperação de bens apreendidos para destinação ao poder público.

No âmbito prisional, Ruas propõe separar lideranças criminosas, construir novos presídios e exigir trabalho como condição para concessão de benefícios.

Ele ainda pretende retirar barricadas, ampliar o policiamento permanente em áreas retomadas e aumentar o efetivo das polícias por meio de concursos públicos.

Para as mulheres, o plano prevê a ampliação das Delegacias da Mulher, com atendimento 24 horas.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

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