Dono do restaurante Paladino, em BH, tem duas novas denúncias de assédio sexual de ex-funcionárias
Dois ex-funcionários do restaurante Paladino, localizado no bairro Braúnas, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, apresentaram nesta quinta-feira (22) novas denúncias de importunação sexual contra Marcelo Haddad Guerra, responsável pelo estabelecimento.
As duas mulheres afirmam que os episódios de assédio aconteceram durante o período em que trabalharam no restaurante, compreendido entre 2023 e 2025, e envolvem condutas de natureza sexual praticadas por Marcelo Haddad Guerra, de 47 anos.
Marcelo foi preso em flagrante na terça-feira (20) após a denúncia de uma funcionária de 20 anos, que atua como recreadora no mesmo estabelecimento. Segundo o boletim de ocorrência, a jovem chegou ao restaurante por volta das 10h20, conversou com Marcelo sobre as atividades do dia e, em seguida, foi conduzida à sala onde são guardados os materiais de recreação. Durante a visita, o suspeito teria perguntado sobre um piercing no mamilo da funcionária, aproximado‑se, tocado seus seios e dado um tapa nas nádegas. A funcionária pediu que ele interrompesse a atitude, mas o acusado teria minimizado a situação.
A defesa de Marcelo Haddad Guerra, ao comentar o caso ao G1, afirmou que o acusado nega a prática do crime e confia que a investigação provará sua inocência.
Considerado réu primário e sem antecedentes criminais, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu liberdade provisória ao acusado, mantendo o auto de prisão em flagrante sob segredo de justiça. As medidas cautelares impostas incluem monitoramento eletrônico, obrigação de manter distância mínima de 300 metros da vítima, recolhimento domiciliar noturno nos dias úteis entre 20h e 6h, e recolhimento integral nos sábados, domingos e feriados, por prazo de 90 dias.
O caso permanece em investigação, com as novas denúncias das ex-funcionárias ampliando o escopo das alegações contra o proprietário do Paladino.
Com informacoes de G1.

