Dona de 21 shoppings entra em falência pela segunda vez em pouco mais de três anos
A PREIT, fundo imobiliário sediado na Filadélfia, entrou com um novo pedido de recuperação judicial pouco mais de três anos depois de já ter passado pelo mesmo processo, numa tentativa de salvar os centros comerciais que ainda restavam sob seu controle.
A empresa mantinha participação em 21 shoppings e outros quatro imóveis comerciais em operação nos Estados Unidos, quando entrou pela primeira vez com pedido de recuperação judicial em novembro de 2020.
Pouco mais de três anos depois, em dezembro de 2023, a PREIT voltou à Justiça com um segundo pedido de proteção contra credores, listando cerca de R$ 11 bilhões em dívidas totais frente a cerca de R$ 9,35 bilhões em ativos, uma situação financeira ainda mais apertada do que a da primeira recuperação judicial.
Segundo a própria direção da empresa em documentos apresentados à Justiça, o acordo fechado na recuperação judicial de 2020 “se mostrou insuficiente para lidar com as necessidades de liquidez de longo prazo e os desafios macroeconômicos persistentes” enfrentados pela companhia nos anos seguintes.
Entre os nomes que apareceram na lista dos dez maiores credores não garantidos da segunda recuperação judicial da PREIT estava a varejista sueca H&M, que operava lojas dentro de shoppings do grupo e tinha valores a receber relacionados a contratos de aluguel firmados antes do pedido.
A PREIT concluiu o segundo processo de recuperação judicial de forma relativamente rápida, por meio de um processo acelerado, e saiu da Justiça como uma empresa de capital fechado, deixando de ser negociada publicamente na bolsa, além de nomear um novo presidente executivo para conduzir a nova fase da companhia.
Dois pontos importantes a serem notados são a rapidez com que a empresa precisou recorrer novamente à Justiça e a presença de uma grande varejista internacional entre os credores, o que reforça o quadro geral do setor.
Com informacoes de O Antagonista.

