Direita polonesa mira brasileiras por foto com broche do PT
O eurodeputado de extrema direita Dominik Tarcyński publicou nas suas redes sociais uma fotografia tirada em Varsóvia, Polônia, que mostra duas brasileiras eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT) diante do consulado brasileiro.
Na imagem, as duas mulheres fazem o gesto de formar a letra “L” com as mãos e, em destaque, uma delas usa um broche em formato de estrela vermelha com a inscrição “PT”. O símbolo lembra a estrela da ex‑União Soviética, porém a inscrição indica claramente a filiação ao partido brasileiro.
Tarcyński informou que a foto foi tirada no domingo, dia 4 de outubro, data das eleições brasileiras, e afirmou que pretende acionar as autoridades de segurança contra as mulheres, alegando que a Polônia proíbe adereços que façam apologia a regimes totalitários, como nazismo e comunismo.
Em sua postagem, o parlamentar escreveu: “Se alguém tiver informações sobre essas senhoras, entre em contato por DM [mensagem direta]. URGENTE”. O SBT News tentou contato com Tarcyński pela mesma rede social, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.
A publicação já recebeu mais de 1,8 mil comentários, entre os quais usuários pedem a deportação das duas brasileiras. Vários internautas enviaram links supostos das redes sociais das mulheres; essas contas foram fechadas ou apagadas. Antes da remoção, usuários fizeram capturas de tela e compartilharam as imagens das páginas com legendas como “bem‑vindas ao Brasil”, sugerindo uma futura deportação.
A reportagem não revelará a identidade das duas cidadãs. Uma brasileira que se descreve nas redes como cidadã americana e brasileira, além de conservadora, ofereceu‑se para ajudar a identificar as mulheres, alegando que na Polônia é proibido apoiar o comunismo. Em resposta ao SBT News, ela escreveu que suas redes sociais são monitoradas pelo governo americano e acrescentou, em tom de ameaça: “Não queira me intimidar. Não tenho medo de vocês (imprensa)”.
Conforme a legislação polonesa, símbolos que façam apologia a regimes totalitários são proibidos, o que, segundo o eurodeputado, justificaria a ação contra as brasileiras.
Com informacoes de SBT News.

