Dia Mundial do Ovo: exagerar no consumo para atingir metas de proteína pode ser prejudicial
Em comemoração ao Dia Mundial do Ovo, especialistas em nutrição abordam a prática de consumir grandes quantidades do alimento para cumprir metas de proteína, avaliando potenciais impactos negativos à saúde.
O tema foi explorado por um jornalista da Universidade Federal do Paraná, que integrou o 68º Programa de Treinamento em Jornalismo Diário da Folha, trazendo informações baseadas em estudos recentes e orientações de profissionais da área.
O ovo, reconhecido por seu alto valor biológico e por conter todos os aminoácidos essenciais, costuma ser recomendado como fonte prática de proteína, sobretudo para atletas e pessoas que buscam ganho muscular. Contudo, o consumo exagerado pode elevar a ingestão de colesterol e saturados, fatores associados a riscos cardiovasculares quando não equilibrados com outros alimentos.
Além disso, a ingestão excessiva pode gerar sobrecarga renal em indivíduos com predisposição a problemas renais, já que a proteína em excesso exige maior esforço de filtragem pelos rins. A recomendação geral de proteína varia entre 0,8 a 2,0 gramas por quilograma de peso corporal, dependendo da atividade física e condições de saúde, e deve ser alcançada por meio de uma dieta diversificada.
Os especialistas ressaltam que a moderação é fundamental: um a dois ovos por dia costumam ser seguros para a maioria das pessoas, enquanto quantidades superiores devem ser avaliadas por nutricionistas, especialmente em casos de histórico familiar de doenças cardíacas ou dislipidemias.
Para quem busca alternativas, a combinação de fontes vegetais – como leguminosas, quinoa e tofu – com ovos pode proporcionar um perfil de aminoácidos completo, reduzindo a dependência de um único alimento.
O artigo original foi publicado pela Folha de S.Paulo em 9 de outubro de 2026, na seção Equilíbrio, e está disponível para assinantes da mídia.
Com informacoes de Folha de S.Paulo.

