Deputados solicitam apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro após derrota nas eleições presidenciais

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 26/10/2026 12:00
Deputados solicitam apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro após derrota nas eleições presidenciais

Foto: via Congresso em Foco

Três parlamentares da Câmara dos Deputados – a deputada Duda Salabert (Psol‑MG), o deputado Otoni de Paula (PSD‑RJ) e o deputado Rogério Correia (PT‑MG) – anunciaram, nesta segunda‑feira, iniciativas destinadas a impedir que o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) saia do território nacional após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, concluído no domingo, 25 de outubro.

Duda Salabert utilizou as redes sociais para afirmar que solicitou a apreensão do passaporte do senador, embora não tenha especificado a qual autoridade o pedido foi encaminhado.

O deputado Otoni de Paula, em vídeo publicado nas redes, declarou ter protocolado representação junto à Procuradoria‑Geral da República (PGR) com o objetivo de obter medidas cautelares, entre elas a proibição de saída do país e a entrega do documento de viagem. “O Flávio pode querer fugir do país e eu não vou deixar”, disse, acrescentando que o pedido foi elaborado com a assessoria de seus advogados e inclui a solicitação de providências judiciais urgentes.

Rogério Correia, também por meio de gravação nas redes sociais, informou que pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir qualquer tentativa de saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

O senador Flávio Bolsonaro está sob investigação da Polícia Federal. Uma das apurações, relatada pelo ministro André Mendonça (STF), examina supostos desvios no financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política de seu pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). O inquérito aponta possíveis repasses do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para a produção e cita mensagens que sugeririam cobrança de pagamentos por parte de Flávio. O senador sustenta que buscou patrocínio privado para o longa‑metragem e nega ter oferecido qualquer vantagem em troca dos recursos.

Outra investigação da PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro em operações que envolveriam empresas financeiras, casas de apostas e o advogado Willer Tomaz. O ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de bens e a quebra de sigilos de Tomaz. Tanto Flávio quanto Tomaz negam as irregularidades apontadas.

Com a derrota nas urnas, Flávio Bolsonaro deixará o cargo eletivo em fevereiro de 2027, encerrando, pela primeira vez em 24 anos de carreira política, seu mandato no Senado. A perda do foro privilegiado pode alterar a condução das investigações; porém, o STF já decidiu, em março de 2025, que a competência para julgar crimes cometidos durante o mandato pode permanecer válida mesmo após a vacância do cargo.

Na noite de domingo, o senador afirmou nas redes que não aceita o resultado do segundo turno, classificando-o como “inaceitável”, e anunciou a intenção de solicitar a anulação da eleição presidencial, garantindo que não abandonará o país.

Com informacoes de Congresso em Foco.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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