Crianças de 10 e 11 anos e adolescente de 12 furtam carro automático e dizem ter aprendido a dirigir no videogame em Florianópolis

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 09/09/2026 08:20
Crianças de 10 e 11 anos e adolescente de 12 furtam carro automático e dizem ter aprendido a dirigir no videogame em Florianópolis

Foto: via G1

Na noite de domingo (6), a Polícia Militar de Florianópolis deteve duas crianças de 10 e 11 anos e um adolescente de 12 após o trio furtar um automóvel e causar um acidente sem vítimas.

O veículo, um Chery Omoda 5 com transmissão automática, estava estacionado com a chave reserva dentro; os três menores entraram no carro e partiram em alta velocidade pela região continental da cidade.

Conforme relatado pelo comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar, major Adriano de Faria Jerônimo, os menores afirmaram que o ato foi motivado por aventura e que aprenderam a dirigir jogando videogame, sobretudo a seleção do câmbio automático (D = Drive, etc.).

O delegado Victor Dutra Harger, da Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle), confirmou a informação sobre a prática de condução em jogos e destacou que o modelo Omoda 5 troca marchas sem necessidade de pedal de embreagem.

No bairro Estreito, o automóvel colidiu com uma motocicleta estacionada, mas não houve feridos. Após a colisão, o carro não parou e foi seguido por motoboys e outras pessoas que presenciaram a cena até que a polícia o interceptou.

A Polícia Militar chegou ao local, recolheu o veículo e conduziu as crianças e o adolescente à delegacia; os pais foram acionados e buscaram os filhos na Central de Plantão Policial (CPP).

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, apenas o menino de 12 anos, considerado adolescente, está sujeito à apuração de ato infracional e eventual medida socioeducativa. Os menores de 10 e 11 anos ficam sob a competência do Conselho Tutelar. O caso só foi oficialmente registrado às 16h56 de terça-feira, informou a Polícia Civil.

Até o momento não há indícios de responsabilidade dos genitores; qualquer eventual negligência será analisada pelo Conselho Tutelar e pelo Ministério Público.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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