Proposta de ‘Fair Play Social’ busca proteger crianças e adolescentes nas categorias de base
A Universidade do Futebol submeteu nesta quinta-feira à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) um projeto intitulado Fair Play Social, destinado a acompanhar de forma sistemática as condições de formação, proteção e desenvolvimento de crianças e adolescentes nas categorias de base.
O documento foi elaborado pela Frente Progresso Futebol de Base, um coletivo que reúne mais de 500 profissionais vinculados a clubes e organizações esportivas, e apresentado ao Grupo de Trabalho da Base da CBF.
A iniciativa propõe a adoção de mecanismos de governança semelhantes aos já empregados para fiscalizar a sustentabilidade financeira dos clubes, criando critérios mensuráveis e instrumentos permanentes de monitoramento focados nos direitos dos jovens atletas.
Entre os indicadores previstos estão saúde, educação, alimentação, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito e convivência familiar, transformando as garantias previstas na legislação brasileira em métricas práticas.
Heloísa Rios, CEO da Universidade do Futebol, destaca que o Fair Play Social deve ir além de um selo ou certificação, funcionando como verificação independente, acompanhamento constante e planos de melhoria elaborados por profissionais e instituições responsáveis.
A proposta prevê uma implementação gradual: nos primeiros meses, será constituída uma coalizão para definir indicadores e regras de governança; em seguida, um projeto piloto será testado em três a cinco clubes antes de eventual expansão, criando uma rede de colaboração que envolve clubes, federações, CBF, famílias, patrocinadores, conselhos tutelares e órgãos públicos.
Com informacoes de Gazeta Esportiva.

