Correios ampliam coleta de eletroeletrônicos pequenos em parceria com Circular Brain

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 14/10/2026 16:40
Correios ampliam coleta de eletroeletrônicos pequenos em parceria com Circular Brain

Foto: via Agência Brasil

Os pontos de coleta dos Correios agora integram o Sistema de Logística Reversa Circulare, por meio de parceria com a empresa Circular Brain, que já realizava a coleta gratuita de grandes eletrodomésticos e eletroeletrônicos em todo o país.

“Milhões de brasileiros já utilizam as agências dos Correios em seu dia a dia. Agora, essa capilaridade também contribui para que a população tenha mais facilidade para dar a destinação correta a equipamentos eletrônicos sem uso”, destacou o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon.

Serão recebidos itens como celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido, cabos e outros eletroeletrônicos de pequeno porte, que devem ser acondicionados em uma caixa aberta de até 1 metro cúbico. Pilhas, baterias e lâmpadas não poderão ser descartadas no local.

Na agência dos Correios, o cliente entrega o volume para checagem do conteúdo pelo atendente e informa nome, CPF, endereço, e‑mail e telefone, para a emissão de um comprovante de envio. O fechamento da embalagem é feito no local.

Cada equipamento é destinado ao parceiro do sistema de logística reversa que seja homologado junto à rede e todo o processo é rastreado até a destinação final de cada equipamento.

Segundo Marcus Oliveira, diretor executivo da Circular Brain, muitas pessoas guardam esses pequenos eletrônicos em casa por não saberem como dar a destinação adequada e também por não haver ponto de entrega voluntária em suas cidades. “Agora, é só juntar os aparelhos numa caixa e passar no Correio mais próximo quando for resolver outra questão”, acrescentou.

De acordo com o último Monitor Global de Resíduos Eletrônicos, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2024, o Brasil é o terceiro maior gerador de resíduos eletrônicos na América do Sul, produzindo 2,4 milhões de toneladas ao ano. Desse volume, apenas 3 % são coletados, apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e do Decreto 10.240/2020, que obrigam fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a estruturar a logística reversa de eletroeletrônicos de uso doméstico, com metas de coleta e pontos de entrega distribuídos pelos municípios.

Marcus Oliveira lembra que, além de contaminar o solo e a água e trazer riscos à saúde, o descarte inadequado também representa desperdício de matéria‑prima para a indústria. “Quando ficam parados em casa, sem utilidade, esses eletrônicos deixam de ser reciclados. Com isso, a indústria perde muitas matérias‑primas que poderiam voltar à cadeia produtiva sem a necessidade de explorar novamente o meio ambiente”, concluiu.

Com informacoes de Agência Brasil.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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