CNRD impõe multa de 25% ao Corinthians e fixa prazo para quitar R$ 16 mi, sob risco de banimento de transferências até julho de 2027

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 04/11/2026 22:30
CNRD impõe multa de 25% ao Corinthians e fixa prazo para quitar R$ 16 mi, sob risco de banimento de transferências até julho de 2027

Foto: via ge

A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), enviou ao Corinthians um documento oficial estabelecendo um ultimato para a quitação das pendências financeiras com seus credores. O órgão aplicou multa de 25% sobre as duas parcelas do acordo coletivo que permanecem inadimplidas e definiu o dia 3 de dezembro de 2026 como data limite para o pagamento, sob pena de imposição de transfer ban até 16 de julho de 2027.

O débito acumulado pelo Timão gira em torno de R$ 16 milhões, referentes a parcelas que venceram em abril e em outubro de 2026. O principal credor no plano, o clube Cuiabá, acionou a CNRD há duas semanas, solicitando a extinção do plano de pagamento e a aplicação de um banimento de transferências com validade de dois anos. A CNRD atendeu parcialmente ao pedido, mantendo a multa de 25%, estabelecendo o novo prazo de pagamento e autorizando a abertura de investigação pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (ANRESF) acerca dos atrasos recorrentes.

Conforme a decisão, caso o Corinthians não comprove o cumprimento da obrigação até 3 de dezembro de 2026, o relator está autorizado a expedir ofício à Diretoria de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF, determinando a extensão da sanção de proibição de registro de novos atletas por um ano. A sanção original foi aplicada em 17 de julho de 2026; assim, o novo período de banimento se estenderá até 16 de julho de 2027. A punição vigente da CBF tem validade até 17 de janeiro de 2027.

Além do banimento em discussão na CNRD, o Corinthians já enfrenta duas restrições de transferência impostas pela FIFA, relacionadas ao não pagamento de dívidas contraídas nas contratações dos jogadores Charles e José Martínez.

O contexto da dívida remonta a um plano coletivo de pagamento firmado em abril do ano passado, homologado pela CNRD. O acordo previa o pagamento total de R$ 76 milhões, distribuídos em parcelas trimestrais ao longo de seis anos. De cada parcela paga, 80% do valor era destinado ao credor principal do processo, enquanto os 20% restantes cobriam honorários advocatícios.

A decisão da CNRD também incluiu a autorização para que a ANRESF investigue os atrasos sistemáticos nos pagamentos, reforçando a necessidade de cumprimento das obrigações financeiras por parte do clube.

Com informacoes de ge.

Tainá Ribeiro Alves

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