CNA solicita acionamento do MRC e investigação de azeite após embargo da UE à carne brasileira
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) enviou nesta quarta‑feira, dia 2, um pedido formal ao governo federal em resposta ao embargo anunciado pela União Europeia às carnes brasileiras e à necessidade de investigação sobre o azeite de oliva importado.
Em comunicado separado, a CNA destacou que 89% das quase 90 mil toneladas de azeite de oliva trazidas ao país em 2025 vieram da UE, predominando Portugal, seguido por Espanha e Itália, embora a nota sobre o azeite não faça referência aos europeus.
O presidente da CNA, João Martins, encaminhou ao Itamaraty um ofício solicitando a ativação do Mecanismo de Reequilíbrio de Concessões (MRC) em razão da decisão da UE de suspender, a partir de quinta‑feira, as importações de carne bovina e de frango brasileiras, alegando descumprimento das normas europeias sobre uso de substâncias antimicrobianas – medida já divulgada pela própria UE em comunicado oficial.
Martins fundamenta o pedido nos prejuízos esperados ao setor agropecuário, que no último ano registrou exportações de carnes bovina e de frango para a UE no valor aproximado de US$ 1,8 bilhão, segundo dados governamentais.
Quanto ao azeite, a CNA requereu ao Ministério da Agricultura, por meio de ofício assinado por João Martins e dirigido ao ministro André de Paula, que sejam apuradas possíveis divergências entre a classificação declarada na importação e as características efetivas dos produtos comercializados, especialmente os rotulados como extravirgens, apontando risco de vantagem indevida a importadores e desvalorização da produção nacional. O volume financeiro das importações de azeite da UE foi de US$ 540 milhões no ano anterior.
Os ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores ainda não se pronunciaram sobre as solicitações da CNA.
Com informacoes de Money Times.

