Cliente consome bolo com rato em Porto Alegre e busca infectologista; proprietária é presa e liberada
A Polícia Civil de Porto Alegre confirmou que um rato encontrado dentro de um bolo foi assado junto ao alimento, descartando a hipótese de ação deliberada.
O incidente ocorreu na Casa de Bolos, unidade Cavalhada, na zona sul da capital gaúcha, onde o cliente consumiu o produto por aproximadamente três dias antes de registrar a ocorrência.
Segundo a delegada Milena Cimiolli, da Delegacia do Consumidor, o cliente não apresentou sintomas após ingerir o bolo, mas procurou um infectologista e recebeu medicação profilática, devendo ficar atento a possíveis manifestações nos próximos 30 dias.
A proprietária do estabelecimento, Amanda Borges Lopes Schenk, de 41 anos, foi presa em flagrante na quarta‑feira, dia 14, e libertada na quinta‑feira, dia 15, após audiência de custódia.
A defesa da empresária afirmou que os fatos estão sendo tratados com máxima seriedade e que a loja mantém, há mais de 11 anos, contrato com empresa especializada em dedetização e controle de pragas, sem intercorrências anteriores, apresentando comprovantes dos serviços.
A investigação apontou que o rato já estava no forno e, ao tentar escapar, acabou caindo na massa, sendo assado junto ao bolo; a delegada ressaltou que é quase impossível o roedor ter entrado no alimento depois de deixado no estabelecimento.
A Vigilância Sanitária realizou fiscalização no local de produção dos bolos e encontrou condições sanitárias precárias, incluindo fezes e urina de roedores sobre potes de alimentos, produtos com validade expirada, grades enferrujadas, fungos e outros sinais de contaminação.
Outra unidade da mesma rede, situada no Centro de Porto Alegre, também foi inspecionada em razão de denúncias e apresentou problemas de higiene semelhantes.
Após a prisão, a libertação da proprietária ficou condicionada ao cumprimento das exigências sanitárias estabelecidas pelo Judiciário; a Vigilância Sanitária deverá efetuar nova vistoria antes de autorizar o retorno das atividades.
A defesa informou que, além das medidas de controle de pragas, o estabelecimento possui equipe responsável pela gestão operacional, limpeza e manutenção, e que está conduzindo auditoria interna rigorosa para investigar, inclusive, a possibilidade de sabotagem por parte de algum funcionário.
Com informacoes de G1.

