Cirurgião vascular de 52 anos morre em troca de tiros com polícia após ameaçar esposa em Catanduva; arsenal e medalha nazista são apreendidos

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 19/10/2026 19:00
Cirurgião vascular de 52 anos morre em troca de tiros com polícia após ameaçar esposa em Catanduva; arsenal e medalha nazista são apreendidos

Foto: via G1

Na manhã de domingo (18), a Polícia Militar foi acionada pela esposa do cirurgião vascular Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, que relatou ameaça de morte e agressão com arma de fogo após um churrasco em que teria consumido álcool, no bairro Jardim Aeroporto, em Catanduva, interior de São Paulo.

Ao chegar ao local, os policiais encontraram a mulher já fora da casa. Dentro, dois filhos do casal, de 14 e 10 anos, permaneceram no imóvel e se refugiaram no banheiro de um dos quartos. As equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) e do Esquadrão Antibombas foram mobilizadas.

Durante a tentativa de negociação, Luciano apareceu armado no portão da residência, apontou a arma para os agentes e disparou. Os policiais reagiram e, após balear o suspeito, o médico foi encontrado morto no local. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, violência doméstica, ameaça e resistência.

Na residência foram apreendidos oito armas de fogo: duas espingardas sem marca aparente, quatro pistolas (uma calibre .380, duas de fabricação alemã e uma sem fabricante especificado) e dois revólveres (calibres .357 e .38). Também foram encontradas seis armas brancas, compostas por três espadas, dois espetos e um facão.

Além das armas, a polícia recolheu 98 munições deflagradas armazenadas em um estojo e mais de 360 munições de diversos calibres, totalizando um considerável estoque de munição. Também foram localizados um radiocomunicador, um sistema de monitoramento interno e uma medalha que trazia o símbolo da suástica nazista.

Um objeto que lembrava uma granada foi identificado dentro da casa. Após análise com equipamento de raio‑X pelo Esquadrão Antibombas, constatou‑se que se tratava de uma réplica decorativa de granada de mão alemã, sem carga explosiva.

Devido à ausência de documentação que comprovasse a regularidade de todas as armas e munições, todo o material foi apreendido para perícia. A arma que estava em posse de Luciano e as armas utilizadas pelos quatro policiais que efetuaram os disparos foram enviadas ao laboratório pericial.

Os dois adolescentes foram retirados do imóvel sem ferimentos e entregues aos cuidados de uma tia. A esposa do médico, também sem lesões, foi encaminhada a um hospital para avaliação. Um vídeo gravado no local registrou o som dos disparos durante o tiroteio.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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