Chuva constante pode tornar setembro de 2026 o mais chuvoso nos últimos 30 anos no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro vive um período de precipitações intensas que pode transformar setembro de 2026 no mês mais chuvoso dos últimos três décadas, segundo análise de especialistas.
Nos últimos quinze dias, apenas dois dias registraram tempo firme, enquanto o restante foi marcado por chuvas contínuas, gerando preocupação quanto a alagamentos e interrupções nas atividades cotidianas.
César Soares, meteorologista da Climatempo, destaca que o volume pluviométrico observado é atípico, mas ainda dentro das variações esperadas para a transição entre inverno e primavera. Ele explica que a passagem de frentes frias, o transporte de umidade e a atuação de áreas de instabilidade aumentam a disponibilidade de umidade, favorecendo episódios de chuva mais frequentes e volumosos.
Além das frentes frias, Soares menciona a ocorrência de “cavados meteorológicos”, fenômeno que consiste em ondulações de vento que arrastam áreas de instabilidade de outras regiões para a Região Metropolitana fluminense, concentrando a chuva localmente.
O meteorologista ressalta que, apesar do aquecimento global, o índice de precipitação não está relacionado ao El Niño, que seria caracterizado por aquecimento anômalo da superfície do Pacífico próximo à Linha do Equador. Segundo ele, o que impacta o Sudeste, inclusive o Rio, são variações de temperatura no Atlântico que aumentam a frequência de frentes frias, trazendo ar mais frio e maior nebulosidade.
De acordo com as previsões da Prefeitura do Rio, a quarta‑feira e a manhã de quinta‑feira continuarão com chuvas devido ao transporte de umidade do oceano para o continente. A partir de sexta‑feira, não há previsão de novas precipitações, porém a umidade trazida pelos ventos oceânicos deve manter o céu bastante nublado.
Soares conclui que o mês de setembro será marcado por chuvas persistentes e temperaturas mais baixas, e que nas próximas semanas ainda podem ocorrer pancadas de chuva intensas, com risco de alagamentos em áreas vulneráveis da cidade.
Com informacoes de Extra online.

