MPF realiza debate sobre adaptação climática e prevenção de desastres no Rio de Janeiro

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 15/09/2026 18:00
MPF realiza debate sobre adaptação climática e prevenção de desastres no Rio de Janeiro

Foto: via Ministério Público Federal

Na segunda‑feira (14), a capital fluminense sediou o seminário "Adaptação Climática em Foco: Rio de Janeiro", que marcou a abertura do projeto homônimo e teve como foco a prevenção de desastres e a construção de territórios mais resilientes diante das mudanças climáticas.

O encontro foi promovido pela Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal (4CCR/MPF) e realizado nas dependências da Procuradoria da República no Rio de Janeiro (PRRJ), contando com a presença de integrantes do MPF, especialistas e representantes de instituições ligadas à agenda ambiental.

Paulo Jacobina, subprocurador‑geral da República e membro da 4CCR, ressaltou que a atuação frente às emergências climáticas deve ir além de uma lógica exclusivamente reativa, incorporando medidas de prevenção e planejamento capazes de reduzir riscos e proteger as populações vulneráveis. "Não se trata apenas de reagir às tragédias após a sua ocorrência, mas de planejar territórios resilientes para proteger vidas e reduzir as graves desigualdades socioambientais que expõem as populações mais vulneráveis", afirmou.

Dados apresentados durante a abertura mostraram que 74% dos desastres associados a chuvas no Brasil, em um período de 35 anos a partir de 1991, ocorreram nos últimos 15 anos, evidenciando a intensificação dos eventos extremos.

Jacobina também citou estudo do Tribunal de Contas da União (TCU) que indica que, para cada dólar investido em prevenção, quatro dólares são economizados na fase posterior ao desastre.

No Rio de Janeiro, as características geográficas e o histórico de ocupação do território ampliam a exposição a eventos climáticos extremos. Mais de 70 municípios fluminenses apresentam altos níveis de vulnerabilidade, segundo dados do Ministério das Cidades mencionados no seminário.

O estado tem enfrentado tempestades com acumulados superiores a 200 milímetros em 24 horas, além de fortes rajadas de vento e ressacas marítimas, reforçando a necessidade de estratégias preventivas.

Os episódios recentes ilustram a gravidade do problema: em 2011, deslizamentos na Região Serrana provocaram mais de 900 mortes, e em Petrópolis, em 2022,

Com informacoes de Ministério Público Federal.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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