Chefe do Google DeepMind diz que AGI pode chegar em até três anos
O cofundador e presidente do Google DeepMind, Demis Hassabis, acredita que a inteligência artificial geral (AGI) pode estar a apenas dois ou três anos de distância. A nova estimativa encurta a previsão feita pelo pesquisador no início de 2026, quando ele falava em um intervalo de três a cinco anos. A projeção foi apresentada por Hassabis em entrevista ao Wall Street Journal. O executivo, que também é cientista-chefe da Alphabet, vê a AGI como um sistema capaz de reunir capacidades cognitivas comparáveis às humanas, em vez de apresentar alto desempenho apenas em atividades específicas.
Não há uma definição única para determinar quando uma IA se tornaria AGI. Em linhas gerais, o conceito descreve sistemas capazes de aprender, raciocinar e resolver diferentes tipos de problemas como uma pessoa, ideia popularizada pela ficção científica. A AGI permanece um conceito teórico, justamente porque os sistemas disponíveis atualmente ainda não demonstram todas essas capacidades cognitivas esperadas.
Hassabis usa um critério mais exigente, que chama de “teste de Einstein”. A ideia é treinar um sistema apenas com o conhecimento disponível à humanidade até 1901 e verificar se ele conseguiria chegar sozinho aos avanços apresentados por Albert Einstein em 1905, incluindo a teoria da relatividade especial. O teste busca medir algo que os modelos atuais ainda têm dificuldade de demonstrar: a capacidade de produzir descobertas, em vez de apenas combinar conhecimentos existentes.
Para Hassabis, uma das principais aplicações de sistemas mais avançados será acelerar descobertas científicas. O Google DeepMind já demonstrou essa estratégia com o AlphaFold, sistema de previsão de estruturas de proteínas que rendeu ao pesquisador parte do Nobel de Química de 2024. O executivo também lidera a Isomorphic Labs, empresa da Alphabet que aplica IA ao desenvolvimento de medicamentos. Segundo o Wall Street Journal, ele acredita que sistemas futuros poderão ajudar a formular novas teorias da física e contribuir para encontrar tratamentos para doenças hoje sem cura. A aposta é que a AGI funcione como uma espécie de parceira dos pesquisadores, capaz de formular hipóteses e encontrar soluções ainda desconhecidas.
Apesar do otimismo, Hassabis afirma que vencer a corrida pela AGI não significa apenas ser a primeira empresa a desenvolver a tecnologia. Para ele, o objetivo deve ser introduzir sistemas desse nível de maneira segura e garantir que seus benefícios sejam amplamente distribuídos. Essa preocupação com os riscos acompanha as previsões otimistas. O executivo defende uma entidade internacional liderada pelos Estados Unidos para fiscalizar modelos avançados antes de seu lançamento, tema que o MOTNAF.NEWS já vinha acompanhando.
- Luis Fernando Rodrigues dos Santos, de 28 anos, morre em tiroteio com polícia após 27 passagens e ser apontado como chefe de quadrilha que baleou arqueóloga no Leblon
- Google Chrome passa a exibir alerta “não parece certo” para sites suspeitos e usa Gemini na nuvem contra golpes
- Google muda busca com IA e facilita acesso aos links de fontes originais
Com informacoes de Tecnoblog.

