Centrão deve ampliar presença na Câmara após avanço de União Brasil e PP, aponta Diap

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 04/10/2026 18:00
Centrão deve ampliar presença na Câmara após avanço de União Brasil e PP, aponta Diap

Foto: via Estadão

Eleitores brasileiros vão às urnas neste domingo, 4 de outubro, para depositar seis votos cada, encerrando a campanha eleitoral que antecede a nova composição do Congresso Nacional.

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) elabora suas estimativas a partir de pesquisas eleitorais estaduais, histórico de partidos e volume de recursos aplicados nas candidaturas, mantendo um registro de projeções desde 1990.

Segundo o levantamento final do Diap para o pleito, a federação União Brasil‑PP, conhecida como União Progressista, registra hoje 98 deputados e tem projeção média de 107 assentos, podendo chegar a 121 na próxima legislatura.

Para o Republicanos, a projeção indica um aumento de 42 deputados atuais para uma média de 48, com possibilidade de alcançar 59 representantes.

O PSD, que atualmente ocupa 48 cadeiras, tem estimativa média de 52 deputados, podendo chegar a até 60 assentos.

O Podemos deve manter suas 27 cadeiras, com potencial de alcançar 30 deputados.

O MDB, com 38 deputados hoje, tem projeção média de 35 representantes, podendo chegar a 43; o partido inclui o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos‑PB), que busca recondução ao cargo.

A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, conta atualmente com 82 deputados; o Diap projeta estabilidade, com mínimo de 74, média de 87 e máximo de 100 assentos.

O PL, que hoje detém 98 cadeiras, deve permanecer como o maior partido da Câmara, com projeção mínima de 78, média de 91 e máximo de 103 deputados.

De acordo com Neuriberg Dias, diretor do Diap e coordenador do estudo, o centrão deve permanecer como bloco mais poderoso, mantendo base acima de 257 votos e podendo chegar a 282, até 330 deputados.

No Senado, 54 das 81 cadeiras estão em disputa; o PL tem potencial de subir de 15 para 24 senadores, o PT pode passar de nove para até 11, o União Brasil pode ampliar de três para sete cadeiras, com possibilidade de alcançar nove, e o PP pode aumentar de oito para 10 representantes.

Uma novidade é a possibilidade de o PSOL, que atualmente não tem senadores, conquistar ao menos um mandato. Em contrapartida, o PSD deve registrar queda de 14 para seis senadores, e MDB e PSDB também tendem a recuar.

Neuriberg ressalta que o PL será o campeão no Senado, mas o centrão ainda manterá maioria, o que pode dificultar a reeleição de Davi Alcolumbre (União‑AP) ao comando da Casa; nomes como Rogério Marinho (PL‑RN) e Tereza Cristina (PP‑MS) são apontados como possíveis candidatos ao cargo.

O banco americano Citi, em análise de setembro, indica que a coalizão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atualmente representa 44% da Câmara (226 das 513 cadeiras) e 38% do Senado (31 das 81 cadeiras), números menores que a projeção da coalizão de Flávio Bolsonaro (PL) ao somar partidos alinhados ao centrão, como PP, Republicanos e União Brasil.

Frederico Bertholini, professor do Instituto de Ciência Política da UnB, aponta que o perfil ideológico do Congresso deve permanecer estável, destacando a importância crescente das emendas parlamentares, que favorecem parlamentares já incumbentes ao gerar volume significativo de recursos.

Especialistas ainda apontam que a bancada feminina no Senado pode chegar a 22 integrantes na nova legislatura.

Com informacoes de Estadão.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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