CBF divulga áudio do VAR que confirmou pênalti e expulsão de Jorginho no empate Santos × Flamengo (2 x 2)
A CBF disponibilizou, na noite de sexta‑feira, o áudio da análise de VAR que culminou no pênalti e na expulsão de Jorginho durante o empate em 2 x 2 entre Santos e Flamengo, partida disputada na Vila Belmiro. Esse foi o único lance da partida que teve o áudio divulgado, embora o Flamengo tenha apontado outras duas situações controversas.
Na revisão, o árbitro de campo Anderson Daronco e a equipe de VAR debateram se o toque de mão de Jorginho caracterizava "DOGSO" – sigla em inglês para *Denying an Obvious Goal‑Scoring Opportunity*, ou impedir uma oportunidade clara de gol. O assistente de VAR (AVAR) argumentou que a mão foi usada no chão sem disputa, o que levou o VAR a sugerir a revisão para cartão vermelho. Após analisar o monitor, Daronco confirmou o pênalti e aplicou o cartão vermelho por DOGSO, mantendo também a decisão de que não houve falta na jogada envolvendo Rony.
O clube rubro‑negro registrou reclamações quanto a outras duas decisões: a não expulsão de Barreal por carrinho por trás em Carrascal e a falta cometida sobre Neymar, que originou o segundo pênalti da partida.
Em nota, o Flamengo criticou a arbitragem, alegando "erros graves, falta de critério e completa ausência de autoridade" contra o Santos.
Segue o diálogo completo entre os árbitros, conforme registrado no áudio:
Daronco: Não houve falta, aplicando o mesmo critério da disputa entre Paquetá e Barreal no gol de Danilo.
Toski (VAR): Não observo uma alavanca de perna, apenas contato normal. Não há falta nem acima nem abaixo; os jogadores estavam disputando a bola. Não identificamos um DOGSO claro porque a jogada foi disputada. O contato da mão ocorreu dentro da área.
AVAR: Rodolpho, considerando a mão, trata‑se de um DOGSO sem disputa. Se a mão foi usada, não há disputa.
Toski (VAR): Eles estavam disputando ali, não?
AVAR: Não, ele usou a mão no chão, sem disputa.
Toski (VAR): Mas ele está em queda. Pode ser um DOGSO com disputa.
AVAR: Temos dois atacantes que poderiam marcar.
Toski (VAR): Verificando o DOGSO ou não. Há um contato natural de jogo. Ele está caindo. A bola estava parada naquele instante, sem outro jogador em ação. O braço impediu a continuidade, e como está dentro da área, seria um DOGSO decorrente da queda.
AVAR: Alguém vê um DOGSO claro?
Toski (VAR): Decisão factual: dentro da área, pênalti confirmado.
Daronco: Perfeito. E a questão disciplinar, está ok?
Toski (VAR): Se você considerou um ataque promissor...
AVAR: Diga que é um DOGSO.
Daronco: Torski, ou me chama (sic.) ou não.
AVAR: Chama porque é um DOGSO. Para ele interpretar DOGSO.
Toski (VAR): Ataque promissor não se aplica. Temos um DOGSO. Se você deu cartão, não é ataque promissor. Sugiro revisão por DOGSO.
AVAR: Ele disse que era promissor. Para nós é DOGSO, então chama.
Toski (VAR): Você vê claramente que era um DOGSO, ele iria ao goleiro.
Daronco: Para mim seria situação de DOGSO, perfeito.
Toski (VAR): Agora analisa o ponto da mão; não há disputa, correto?
Daronco: Não é questão de disputa, é uma mão. Vou voltar à questão factual de pênalti e cartão vermelho para o jogador, por DOGSO?
Toski (VAR): Correto, por DOGSO, porque ele já está caindo e tem o braço dentro da área.
No monitor, Daronco ainda revisou a partida entre Rony e Jorginho e manteve a decisão de que não houve falta.
Com informacoes de ge.

