Cati Reis, de Poderosas do Cerrado, fala sobre homofobia e diz que é 'bruta' quando o assunto a tira do sério
Declaradamente lésbica, Cati Reis conta ter vivido poucos episódios de homofobia, principalmente no meio em que vive, ligado ao agronegócio. Bastante tranquila, ela disse já ter ouvido que só é lésbica porque nenhum homem a pegou de jeito: "Falam como se a relação com homem fosse a boa".
Embora o agronegócio ainda seja um meio majoritariamente masculino, há mulheres que aos poucos vão conquistando seu espaço, e uma delas é Cati Reis. Herdeira de fazendas ligadas a negócios florestais, pecuária, criação de gado e cavalos de raça, ela conta que poucas vezes se viu desrespeitada por causa de sua orientação sexual.
Nos bastidores das gravações da segunda temporada de Poderosas do Cerrado, que estreia no GNT nesta quinta-feira (22), Cati falou sobre o assunto em entrevista ao gshow. O doc-reality também está disponível no Globoplay e terá exibições semanais às segundas e quintas-feiras, às 23h45.
"Muitos chegam em mim e falam: 'Você só não fica com homem, porque nenhum te pegou de jeito'. Esses caras são complicados, falam como se a relação com homem fosse a boa e não com uma mulher", pontuou.
Ela afirma que esses episódios são raros, mas reconhece que essa não é a realidade de grande parte da comunidade LGBTQIAPN+, seja no agro ou fora dele. "Nunca sofri [preconceito]. Passei por algumas situações, uma ou outra. Não é a realidade [da maioria]. Sinto muito por isso, por não ser".
Cati avalia que poucas coisas a tiram do sério, e que a homofobia é uma delas. "Nesse quesito, sou bruta. Se alguém ofender minha honra, eu respondo".
Com informacoes de Gshow.

