Carta psicografada revela a experiência de Rogéria no plano espiritual após sua morte
Rogéria, referência histórica da televisão nacional e primeira grande artista LGBT+ a ganhar espaço em programas de auditório, desde as noites de Chacrinha até as avaliações de Gilberto Barros e Luciano Huck, faleceu em 4 de setembro de 2017, aos 74 anos, após sofrer uma crise convulsiva que evoluiu para choque séptico.
Nos últimos anos de vida, a cantora‑atriz passou por diversas internações, enfrentando complicações de saúde que culminaram no quadro clínico fatal mencionado.
Anos depois, a personalidade se manifestou através de uma carta psicografada, na qual descreveu, com detalhes, a maneira como foi recebida no plano espiritual. Segundo o relato, o medo predominou ao pensar em como seria tratada após o falecimento, questionando se seria vista como “aberração” ou como uma alma que simplesmente desejava felicidade.
O documento traz ainda a percepção de que, apesar dos preconceitos vividos em vida — olhares tortos, hipocrisia e convites ausentes — Rogéria também recebeu demonstrações de carinho, flores e respeito, o que lhe proporcionou paz quando a doença se instalou.
Em relação ao momento da passagem, a psicografia descreve que o corpo deixou de responder, os médicos falaram em falência, mas a mente ainda “dançava” com lembranças. Não houve dor nem gritos; a sensação foi comparada a retirar um figurino apertado após uma longa apresentação, resultando em leveza e uma separação quase doce entre corpo e espírito.
Ao adentrar o umbral, Rogéria relata encontrar resistência: alguns espíritos a observaram com estranhamento, outros desviaram o olhar e até surgiram zombarias que reproduziam preconceitos antigos. Contudo, uma presença amorosa se manifestou, sussurrando que ela era exatamente quem precisava ser e que agora seria cuidada.
Foi então que, emocionada, chorou pela primeira vez após a morte. O acolhimento continuou com a aparição de uma senhora de cabelos brancos e olhos que “liam o coração”, a quem Rogéria foi chamada pelo nome que escolheu viver. A senhora explicou que, no plano espiritual, o gênero não tem relevância; o que importa são as ações de amor realizadas em vida.
Posteriormente, a travesti foi conduzida a uma colônia espiritual de cura e estudo, onde encontrou outras pessoas que, assim como ela, viveram à margem — artistas travestis, trans e demais marginalizados — mas que ali eram tratadas com dignidade divina. O relato enfatiza que o espírito não recebe rótulos, compreende a verdade interior e que Rogéria percebeu ser um instrumento de inspiração para outras almas, trazendo-lhe tranquilidade final.
Com informacoes de TV Foco.

