Carlos Portinho e Carlos Jordy (PL) são eleitos senadores pelo Rio de Janeiro

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 05/10/2026 00:20
Carlos Portinho e Carlos Jordy (PL) são eleitos senadores pelo Rio de Janeiro

Foto: via G1

Nas eleições de 2026, realizadas no último domingo (4), os eleitores do Rio de Janeiro escolheram Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos filiados ao Partido Liberal (PL), para compor a representação do estado no Senado Federal, com mandato previsto de 2027 a 2035.

O pleito de 2026 elegeu dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, renovando 54 das 81 cadeiras da Casa, e cada eleitor pôde marcar dois nomes diferentes na urna.

Carlos Portinho, de 53 anos, já ocupava a vaga no Senado desde 2020, quando assumiu o mandato deixado pelo falecido senador Arolde de Oliveira. Advogado formado pela PUC‑Rio, especializou‑se em Direito Desportivo, atuou como vice‑presidente jurídico do Flamengo e representou clubes como Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Atlético‑MG e São Paulo, além de atletas em processos disciplinares.

Na esfera pública, Portinho iniciou sua carreira como assessor parlamentar de Índio da Costa (2004‑2009), foi secretário estadual do Ambiente no governo de Luiz Fernando Pezão (2014), participando das ações de enfrentamento da crise hídrica e dos preparativos ambientais para os Jogos Olímpicos de 2016. Em 2015, assumiu a Secretaria Municipal de Habitação do Rio, na gestão de Eduardo Paes, retornando em 2017 como subsecretário de Habitação sob Marcelo Crivella.

Nas eleições de 2014, concorreu à Câmara dos Deputados, ficando como suplente; em 2018 foi eleito primeiro suplente de senador na chapa de Arolde de Oliveira e, após a morte deste, tomou posse em novembro de 2020. No mesmo ano, migrou do PSD para o PL. No Senado, foi líder do governo Jair Bolsonaro (2022‑2023) e coordenou a bancada do PL.

Entre os projetos apresentados por Portinho estão o Marco Legal das Startups, a Lei da Sociedade Anônima do Futebol e o Marco Legal da Energia Eólica Offshore. Ele também é autor da PEC 45, que propõe mudanças no processo de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na campanha, defendeu anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro, abertura de processos de impeachment contra ministros do STF, aumento do limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e desoneração da folha de pagamento das empresas contratantes.

Na área de segurança pública, Portinho propõe classificar como narcoterroristas os autores de ataques como incêndios em ônibus, acabar com a progressão de pena para líderes de facções criminosas e reduzir a maioridade penal para crimes contra a vida.

Carlos Jordy, de 44 anos, nasceu em Niterói e iniciou a trajetória política como vereador da cidade em 2016. Ele foi eleito deputado federal em 2018, reeleito em 2022 e, nesta eleição, conquistou a primeira vaga de senador pelo estado.

Durante a passagem pela Câmara dos Deputados, Jordy destacou‑se como um dos principais defensores do governo Jair Bolsonaro e, entre 2023 e 2024, liderou a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2024, disputou a prefeitura de Niterói, chegando ao segundo turno e obtendo 42,8 % dos votos válidos.

Em discurso após a vitória, Jordy afirmou que trabalhará para que motoristas de aplicativos não sejam explorados pelas plataformas, que, junto ao futuro governador Douglas Ruas, buscará prioridade no orçamento estadual para melhorar segurança, saúde, educação, transporte, infraestrutura e oportunidades para a população do Rio.

Entre as propostas de Jordy estão a proibição das apostas esportivas (bets), a classificação de facções criminosas como organizações terroristas, o fim das saídas temporárias para líderes de facções e a defesa de um mandato fixo para ministros do STF, além de pedir impeachment de ministros da Corte e o fim de decisões individuais que, segundo ele, comprometem o equilíbrio entre os Poderes.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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