Caiado deixa debate presidencial e volta a Goiás para impulsionar aliados nas eleições de 2026

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 03/10/2026 19:20
Caiado deixa debate presidencial e volta a Goiás para impulsionar aliados nas eleições de 2026

Foto: via O GLOBO

Caiado abandonou a agenda nacional da campanha presidencial ao retornar a Goiás depois que o debate programado pela Globo foi cancelado, retomando a presença ao lado dos principais candidatos de sua bancada.

Na quinta‑feira, enquanto o presidente da candidatura reforçava a mobilização no estado, Daniel Vilela participou de uma grande reunião política em Goiânia acompanhada de Gracinha e de lideranças da base partidária.

— Goiás não pode andar para trás e perder as conquistas que foram alcançadas nesses últimos anos — afirmou Vilela durante o encontro.

Em declaração feita em 6 de setembro, o ex‑governador havia afirmado que não tinha previsão de retornar a Goiás durante o primeiro turno da eleição presidencial: — Tem sido intenso. Agora, eu vou fazer Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, depois eu entro pelo Nordeste e realmente não tenho uma previsão de retornar aqui ao nosso querido Goiás.

Entretanto, nas semanas seguintes, Caiado realizou uma sequência de compromissos em Goiás, passou pelo fim de semana em São Paulo, deslocou‑se ao Rio de Janeiro para o debate que acabou não ocorrendo e retornou ao seu estado natal. Segundo aliados, a fala de setembro teria sido um “mal‑entendido”, indicando apenas a ausência de agenda definida, sem negar a possibilidade de retorno.

Os apoiadores reconhecem que, embora confiem na vitória de Vilela no primeiro turno, Caiado voltou ao estado “para dar um gás na campanha”. Vilela busca evitar um segundo turno, numa disputa em que Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) competem pela segunda colocação.

Gracinha, por sua vez, lidera a corrida pelas duas vagas ao Senado, mas enfrenta uma disputa fragmentada entre candidatos de direita e centro‑direita.

— Caiado saiu do governo de Goiás com 88% de aprovação. É óbvio que, nessa polarização, ele teve dificuldade de aparecer, e Goiás é mais confortável para ele fazer campanha por causa dessa popularidade. A estratégia é algo como “no meu quintal eu me garanto” — ressaltou um aliado.

Na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta‑feira, Caiado registra 3% das intenções de voto para o primeiro turno da presidência, indicando estagnação da candidatura nacional.

A concentração de esforços em Goiás permite ao ex‑governador, popular no estado, dedicar mais tempo à eleição de seus principais aliados. Bastidores revelam que, nas duas últimas semanas da campanha, conselheiros orientaram Caiado a focar no estado diante da dificuldade de sua candidatura presidencial decolar e da necessidade de reforçar nomes do grupo.

O levantamento da Quaest, realizado em agosto, apontou Vilela com 42% das intenções de voto, Marconi Perillo (PSDB) com 19%, Wilder Morais (PL) com 15% e Luis Cesar Bueno (PT) com 5% nas eleições de Goiás.

Nos bastidores da campanha de Vilela, há preferência por enfrentar Marconi em um eventual segundo turno, embora também se considere um confronto contra Wilder. — O Marconi está derretendo nas pesquisas. Ele é mais previsível, tem rejeição alta. O eleitor do PL não vai votar no Marconi por ligação dele com o PT. Já o Wilder tem o bolsonarismo, que te — declarou um estrategista da campanha.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

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