Brasil mantém tradição de abrir a Assembleia Geral da ONU em 2024
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursará na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, a partir das 10h desta terça‑feira (22), mantendo a tradição de o Brasil ser o primeiro país a falar no plenário.
Embora o Brasil já tivesse aberto edições anteriores, foi somente a partir da 10ª sessão, em 1955, que o país passou a ocupar de forma permanente a primeira posição no discurso, seguida pelo presidente dos Estados Unidos, na condição de país anfitrião.
A Assembleia Geral reúne anualmente os chefes de Estado e autoridades dos 193 Estados membros da ONU, além de dois observadores não‑membros (Santa Sé e Palestina) e da União Europeia, em um evento que neste ano se estenderá por seis dias de trabalhos.
Diversas teorias explicam a origem da tradição: alguns afirmam que o posto foi concedido ao Brasil como “prêmio de consolação” por não integrar o Conselho de Segurança; outra hipótese aponta que o país foi escolhido por sua neutralidade, evitando aumentar a tensão entre Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria; a explicação mais difundida, citada por Desmond Parker, chefe de protocolo da ONU, à NPR em 2010, é que “em tempos muito antigos, quando ninguém queria falar primeiro, o Brasil sempre se oferecia e, assim, ganhou o direito de falar primeiro”.
O encontro principal, conhecido como “Debate Geral”, inicia nesta terça‑feira; apesar do nome, não há debate entre as nações – cada delegação tem direito a um discurso para expor seu ponto de vista sobre o tema da sessão e a situação global.
Desde a 10ª sessão, o Brasil tem falado primeiro, com exceções nas sessões 38ª (1983) e 39ª (1984), quando os Estados Unidos falaram primeiro e o Brasil em segundo; na 71ª sessão, em 20 de setembro de 2016, o Chade ocupou a segunda posição devido ao atraso na chegada do presidente dos EUA; e na 73ª sessão, em 25 de setembro de 2018, o Equador falou em segundo lugar por causa do atraso do presidente Donald Trump.
Após a abertura feita pelo presidente da Assembleia Geral, a ordem de fala segue: António Guterres, secretário‑geral da ONU; Annalena Baerbock, presidente da Assembleia Geral e ex‑ministra das Relações Exteriores da Alemanha; os Estados Unidos, como país anfitrião. A partir daí, a lista é definida pela hierarquia – chefes de Estado primeiro, seguidos por vice‑chefes, herdeiros, chefes de governo, ministros e representantes de escalões inferiores – e, geralmente, pela ordem de chegada das delegações.
A ONU foi criada em 1945 com 51 membros fundadores e, desde então, expandiu‑se para 193 Estados membros. Os líderes são convidados a observar um limite de tempo voluntário de 15 minutos para seus discursos, embora esse prazo possa variar conforme a situação.
Com informacoes de G1.

