BofA eleva preço‑alvo da JBS para US$ 20 e destaca melhora na operação de carne bovina nos EUA
Em entrevista ao Estadão, Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, afirmou que a agricultura regenerativa é essencial para garantir paz e conter a crise climática, destacando os desafios que Brasil e demais países do G‑20 enfrentam para elevar a produtividade agrícola.
O Bank of America (BofA) elevou o preço‑alvo da JBS N.V. (JBSS32) de US$ 19 (equivalente a R$ 95) para US$ 20 (R$ 100), mantendo a recomendação de compra e apontando que a perspectiva mais construtiva para a operação de carne bovina nos Estados Unidos supera as estimativas menores para as divisões de frango, suínos e para o mercado brasileiro, além de refletir menor alavancagem e rolagem de valuation até 2027. Considerando o último fechamento, o potencial de alta da ação é de 84,2%.
Segundo as analistas Isabella Simonato e Peter T. Galbo, o BofA projeta EBITDA consolidado (US GAAP) de US$ 4,5 bilhões em 2026 e US$ 4,9 bilhões em 2027, representando um crescimento de 3,2%, com lucro por ação de US$ 1,35 em 2027, avanço de 17%.
Para 2027, a margem EBITDA da unidade de bovinos nos EUA deve ficar ligeiramente acima do ponto de equilíbrio, revertendo a projeção anterior de –1,0%.
O banco reduziu a estimativa de capex para 2027 de US$ 2,2 bilhões para US$ 1,5 bilhão, citando menor investimento em expansão e maior disciplina de capital e desalavancagem por parte da administração. Essa revisão eleva a projeção de fluxo de caixa livre (FCF) para 2027 a US$ 1,1 bilhão, frente aos US$ 300 mil anteriormente previstos.
A relação dívida líquida sobre EBITDA deve cair para 2,8 vezes em 2027, dentro da faixa de segurança de 2 a 3 vezes.
Uma eventual injeção de capital de US$ 800 milhões da Danantara – braço de investimentos do fundo soberano da Indonésia – na joint venture do país poderia reduzir a alavancagem em cerca de 0,1 ponto.
O BofA indica que cada aumento de 50 pontos‑base na margem EBITDA de bovinos nos EUA compensaria uma redução simultânea de 25 pontos‑base nas demais divisões.
O banco ainda classifica a ação como um carry atrativo, prevendo dividendos de cerca de US$ 1,1 bilhão em 2027, o que implicaria rendimento médio de 10% com a queda da alavancagem.
Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial e revisado pela redação da Broadcast.
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Com informacoes de Estadão.

