BB Investimentos mantém carteira de 16 FIIs em setembro: estratégia de renda e valorização permanece inalterada
O BB Investimentos optou por preservar integralmente a composição da carteira de fundos imobiliários recomendada em agosto, mantendo os mesmos 16 FIIs para o mês de setembro e não realizando nenhuma troca.
A seleção contempla oito fundos voltados à geração de renda e oito focados no potencial de valorização das cotas, com cada fundo representando exatamente 6,25% da carteira consolidada.
Para os próximos meses, a instituição reforça a preferência por gestores consolidados, fundos de crédito com risco reduzido e portfólios de imóveis diversificados, amparados por contratos de longo prazo. Os analistas André Oliveira e Victor Penna afirmam que a postura permanece cautelosa para o segundo semestre, privilegiando os chamados "top players" do setor.
Segundo o BB, a recente queda nas cotas criou descontos superiores às médias históricas dos fundos mais qualificados, configurando uma possível janela de entrada para investidores com horizonte médio e longo prazo.
A carteira de renda, orientada à distribuição de dividendos e à menor volatilidade, inclui os fundos: Guardian Real Estate (GARE11), que avançou 3,60% e liderou a estratégia pelo segundo mês consecutivo; e outros fundos de crédito que, em conjunto, compõem a metade da alocação.
Já a carteira de ganho, que busca valorização, reúne fundos como Vinci Logística (VILG11), que subiu 3,97% impulsionado pela venda de ativos ao HGLG11, gerando caixa para novas aquisições e lucro a ser distribuído; Pátria Logística (HGLG11), que registrou alta de 1,43%; e o recém‑incorporado Pátria Recebíveis Imobiliários (HGCR11), que entrou em agosto com valorização de 2,39%.
O fundo KNIP11, destinado exclusivamente a investidores qualificados, foi mencionado como exceção; caso o investidor não possa aplicá‑lo, o BB recomenda distribuir o valor entre os demais fundos de crédito da carteira.
O desempenho do IFIX em agosto foi negativo, recuando 1,46% para 3.762 pontos, marcando o pior desempenho mensal desde novembro de 2022. No acumulado de 2026, o índice registra queda de 0,33%, embora tenha avançado 9% nos últimos 12 meses.
No cenário doméstico, o BB destaca a deflação de 0,40% registrada pelo IPCA‑15 em agosto, superando a expectativa de queda de 0,32%. Essa leitura, acompanhada de núcleos sem sinais de reaceleração, reforçou as apostas em nova redução da Selic, embora o banco alerte para riscos ligados ao preço do petróleo, incertezas fiscais e eleitorais.
Internacionalmente, a política monetária dos Estados Unidos permanece restritiva, com dados mistos de atividade, emprego e inflação, e o tom firme do Federal Reserve, o que pressiona moedas de mercados emergentes.
Entre as duas estratégias, a carteira de ganho superou o IFIX em agosto, avançando 0,14% contra a queda de 1,46% do índice. Em 12 meses, a carteira de ganho acumulou valorização de 10,89%, superior aos 8,23% do IFIX no mesmo período.
O destaque negativo da carteira de renda foi o TRX Real Estate (TRXF11), que despencou 12,06% após anunciar oferta de até R$ 10 bilhões para financiar novas aquisições, gerando temores de diluição e pressão nos resultados recorrentes. Parte da queda foi recuperada quando algumas negociações previstas foram canceladas.
Na carteira de renda, apesar da recua de 1,79% em agosto, o desempenho acumulado em 2026 foi de 1,38% e 8,20% nos últimos 12 meses. O dividend yield anualizado da estratégia ficou em 12,52% em agosto, ligeiramente abaixo dos 12,88% do IFIX.
Como já apontamos em nossa cobertura sobre a alta dos juros do Tesouro Direto (01/09), o ambiente de taxa de juros ainda exige cautela, e a manutenção da carteira reflete a estratégia de aproveitar descontos sem comprometer a qualidade dos ativos.
Com informacoes de Money Times.

