XP Investimentos inicia cobertura do setor de educação e recomenda compra da Cogna
A XP Investimentos passou a cobrir o setor de educação no Brasil adotando uma perspectiva construtiva, alicerçada em quatro pilares: gestão das companhias orientada à geração de caixa, múltiplos de avaliação atrativos, políticas consistentes de dividendos e precificação de mercado que incorpora os riscos do novo marco regulatório do ensino a distância.
Segundo a corretora, após anos de reestruturação provocados pelas alterações nos programas governamentais de financiamento estudantil (FIES), o segmento entrou numa fase nova, com ênfase em rentabilidade, geração de caixa e desalavancagem.
A XP projeta que a maioria das empresas listadas no segmento de educação apresentará rendimento de fluxo de caixa livre próximo a 20% em 2026. Mesmo com essa expectativa, as ações do setor acumularam queda média de 15% no ano, reflexo de preocupações regulatórias, aumento do endividamento das famílias e possível desaceleração econômica.
Os desafios apontados incluem a evolução das matrículas na modalidade de ensino a distância (EAD) e a necessidade de adaptação ao novo marco regulatório previsto para 2027/2028. Ainda assim, a corretora estima que o múltiplo médio de 5 vezes o preço em relação ao lucro projetado para 2027 já incorpora um cenário desafiador.
Mesmo considerando uma contração da margem EBITDA entre 50 e 300 pontos‑base, a geração de caixa e os valuations permanecem atrativos, sobretudo para as empresas que atuam no segmento premium, como Cogna e Yduqs.
Em análise específica, a XP avalia que a Cogna (COGN3) está bem posicionada para sustentar um crescimento sólido, equilibrando os desafios do ensino superior com um momento mais favorável na educação básica. A corretora destaca a recuperação nas matrículas presenciais de cursos de enfermagem e a expectativa de reajustes maiores nas mensalidades como fatores que devem impulsionar o crescimento, apesar da tendência mais fraca nas novas matrículas em EAD.
Além disso, a XP estima que a forte geração de caixa da Cogna, com rendimento de fluxo de caixa livre de 20%, pode viabilizar uma distribuição de dividendos superior ao patamar mínimo atual de 25%.
Com base nessas premissas, a XP recomenda compra da ação Cogna, estabelecendo preço‑alvo de R$3,50, o que representa um potencial de valorização de 56%.
Com informacoes de Money Times.

