Banco do Brasil foi a Grande Decepção do 2T26, diz Analista
O Banco do Brasil (BBAS3) teve um resultado acima das projeções no segundo trimestre de 2026 (2T26), com lucro líquido de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% na comparação anual. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ficou em 8,4%, mais 1,07 ponto percentual. Já os juros sobre capital próprio (JCP) somaram R$ 584,9 milhões, com data-base em 1º de setembro e pagamento marcado para o dia 11.
Ainda assim, a reação do mercado foi negativa. Por volta das 13h45 desta quinta-feira (13), a ação do banco caía 3,26%, cotada a R$ 18,38.
Para Nícolas Mérola, analista da EQI Research, o Banco do Brasil foi a maior decepção da temporada de resultados entre os bancões. Na visão dele, a qualidade dos números segue preocupando. “Eu imaginava que o agronegócio continuaria decepcionando durante algum tempo, mas não imaginava que haveria uma deterioração tão grande na carteira de pessoa física como aconteceu”, afirmou no Giro do Mercado, programa do Money Times no YouTube, desta quinta-feira (13).
O que diz a administração do banco? Em teleconferência, a administração do Banco do Brasil reforçou a confiança em cumprir o guidance e mostrou uma mudança de estratégia para reduzir a dependência do agro. A gestão também destacou uma concentração em clientes de pessoa física com renda e patrimônio mais elevados, refletindo mais garantias.
Nícolas Mérola apontou o Itaú Unibanco (ITUB4) como destaque devido à combinação de rentabilidade alta, execução consistente e qualidade dos resultados. Segundo o analista, o Bradesco (BBDC4) também é uma opção, pois vem apresentando uma melhora gradual nos balanços e tem potencial de reprecificação caso mantenha a trajetória de recuperação.
Com informacoes de Money Times.

