Banco do Brasil apresenta lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre
O Banco do Brasil divulgou seus resultados financeiros do 2º trimestre, apresentando um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, o que representa uma alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse desempenho superou as expectativas de analistas, que projetavam um lucro líquido ajustado de R$ 3,6 bilhões, de acordo com dados compilados pela LSEG.
Em comparação com o 1º trimestre de 2026, o lucro líquido ajustado do Banco do Brasil avançou 13,9%. O banco também apresentou um retorno sobre o patrimônio líquido de 8,3%, que, embora tenha ficado estável em relação aos 8,4% do mesmo período em 2025, demonstrou uma melhora em relação aos 7,3% dos primeiros três meses de 2026.
A presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, destacou que os resultados são fruto de uma execução estratégica consistente e do reforço dos vetores de geração de valor. Ela mencionou a evolução da margem financeira bruta, sustentada por um mix de crédito que apresenta uma melhor relação risco x retorno, pela diversificação das captações e pela boa alocação da liquidez.
Os detalhes financeiros do Banco do Brasil incluem um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, margem financeira bruta de R$ 27,5 bilhões, e uma taxa de inadimplência acima de 90 dias de 5,6%. A carteira de crédito expandida do banco alcançou R$ 1,3 trilhão ao final de junho, representando uma alta de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 0,6% em relação aos três meses anteriores.
O Banco do Brasil também anunciou que pagará R$ 584,9 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) complementar do 2º trimestre. Isso significa que os acionistas receberão R$ 0,102 por ação, com o pagamento ocorrendo em setembro e se somando aos R$ 340,7 milhões já antecipados em junho.
A carteira de crédito do banco apresentou crescimento em algumas áreas, como a carteira agro, que teve um crescimento de 4,1%, superando as expectativas de perda de 2% a avanço de 2%. No entanto, a carteira de empresas recuou 6,4%, e a carteira pessoa física cresceu 4,4%, ficando abaixo do guidance de alta entre 6% e 10%.
Os analistas do setor financeiro haviam apontado o Banco do Brasil como um dos bancos mais pressionados nesta temporada de resultados, com expectativas de crescimento modesto da carteira de crédito e um custo de risco elevado. No entanto, os resultados apresentados pelo banco demonstram uma execução estratégica consistente e um desempenho financeiro resiliente.
Com informacoes de InfoMoney.

