Banco Central alerta: mais de 23,5 milhões de brasileiros ainda têm recursos esquecidos nos bancos
O Banco Central divulgou que o montante de recursos não reclamados nas instituições financeiras alcançou R$ 5,65 bilhão em julho, superando os R$ 5,12 bilhão de junho em mais de meio milhão de reais.
Desses recursos, R$ 4,25 bilhão pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas, enquanto o saldo de empresas chegou a R$ 1,4 bilhão.
Os valores podem ser consultados sem custo pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), ferramenta oficial que reúne informações de bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, instituições de pagamento e demais participantes do sistema financeiro.
A maioria dos beneficiários tem valores modestos: 18,97 % dos recursos estão entre R$ 10,01 e R$ 100,00 e 9,35 % entre R$ 100,01 e R$ 1 mil. As origens variam entre contas encerradas com saldo, tarifas indevidas, recursos de consórcios finalizados e cotas de cooperativas de crédito.
Em termos de instituição, a distribuição é a seguinte: administradoras de consórcio detêm R$ 1,96 bilhão; instituições de pagamento, R$ 353,4 milhões; corretoras e distribuidoras, R$ 69,4 milhões; e outras instituições, R$ 4,5 milhões.
Desde a implantação do SVR, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares, sendo aproximadamente R$ 11,9 bilhão para pessoas físicas e R$ 4,2 bilhão para empresas. Somados aos valores ainda disponíveis, o sistema identifica cerca de R$ 21,8 bilhão a receber.
Em julho, cerca de R$ 323 milhões foram resgatados. Parte desses recursos foi destinada pelo Governo Federal a programas de renegociação de dívidas, como o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que sustenta iniciativas como o Desenrola. Essa movimentação ajudou a reduzir o estoque nos meses anteriores, mas o saldo voltou a crescer em julho.
Para consultar o dinheiro, o cidadão informa CPF e data de nascimento; empresas utilizam CNPJ e os dados solicitados. É necessário acessar o SVR com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, aceitar o termo de responsabilidade, conferir o valor e a instituição responsável e solicitar o pagamento. Quando disponível, a opção “Solicitar por aqui” permite o reembolso via Pix; caso contrário, o usuário deve entrar em contato direto com a instituição.
Desde maio de 2025, pessoas físicas podem habilitar o pedido automático de devolução, recurso opcional que requer conta Gov.br prata ou ouro, verificação em duas etapas e chave Pix vinculada ao CPF. Com a funcionalidade ativada, os valores elegíveis são creditados automaticamente, sem necessidade de nova solicitação.
Como já ressaltamos em nossa cobertura do MED 2.0, o Banco Central enfatiza que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais, sem envio de links ou solicitações de senhas. Recomenda‑se não clicar em mensagens de SMS, WhatsApp, Telegram ou e‑mail que prometam liberar o dinheiro, nem pagar taxas para receber os valores.
O SVR também permite a consulta de valores de pessoas falecidas, sendo o acesso restrito a herdeiros, inventariantes ou representantes legais que atendam às exigências previstas no sistema.
Com informacoes de Money Times.

