Balanço da SpaceX: o que esperar do resultado da empresa de foguetes de Elon Musk
A SpaceX (SPCX) divulga nesta terça-feira (20), após o fechamento do mercado, os resultados referentes ao terceiro trimestre. Será apenas o segundo balanço da companhia desde que abriu capital, em 12 de junho deste ano.
Segundo o consenso da Bloomberg, a SpaceX deve reportar receita de US$ 12,7 bilhões no período, acima dos US$ 7,8 bilhões registrados no segundo trimestre de 2026. A projeção é de lucro por ação (EPS) ajustado de US$ 0,15 e de Ebitda ajustado de US$ 6,59 bilhões. O Ebitda é a métrica usada pelo mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa.
Um dos principais pontos de atenção é o desempenho da unidade de inteligência artificial, agora chamada SpaceXSI. No trimestre anterior, a divisão registrou prejuízo operacional de US$ 1,26 bilhão, abaixo das estimativas de US$ 2,39 bilhões. Já os gastos com IA dispararam para US$ 15,8 bilhões no período, acima das expectativas e muito superiores aos US$ 7,7 bilhões desembolsados no primeiro trimestre.
A preocupação do mercado é que esses gastos continuem crescendo, à medida que a companhia mantém investimentos em centros de dados, como o Colossus, e em produtos de inteligência artificial, como o Grok e seu agente, o Grok Bot. Também está em dúvida se a empresa conseguirá garantir o financiamento necessário para sustentar a expansão da infraestrutura.
No primeiro balanço após a abertura de capital, a SpaceX surpreendeu positivamente, com receita de US$ 7,8 bilhões no segundo trimestre, alta de 92% em relação ao trimestre anterior, e Ebitda de US$ 3,5 bilhões, bem acima das projeções de Wall Street. Ainda assim, a companhia registrou prejuízo líquido de US$ 541 milhões, valor significativamente menor que a perda de US$ 1 bilhão apurada antes.
O destaque positivo segue sendo a Starlink, que atingiu 12 milhões de assinantes e dobrou sua base em um ano. O serviço de internet via satélite continua como principal gerador de receita e lucro da empresa. Por outro lado, a expansão internacional pressiona a rentabilidade: a receita média por usuário (ARPU) caiu para US$ 66, ante US$ 85 um ano antes.
Após a fusão com a xAI, a companhia aposta na construção de uma infraestrutura de computação avançada, incluindo futuros data centers em órbita. O caixa foi reforçado para US$ 93,5 bilhões com o IPO, mas o mercado ainda questiona se os pesados investimentos em IA vão gerar retorno suficiente no longo prazo.
Com informacoes de Money Times.

