Baile de formatura de "Carrie" vira caos sangrento nos bastidores, revela diretor Mike Flanagan

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 08/10/2026 23:20
Baile de formatura de "Carrie" vira caos sangrento nos bastidores, revela diretor Mike Flanagan

Foto: via Globo

A nova série "Carrie", adaptação da obra de Stephen King que traz Summer H. Howell como a adolescente Carrie White, manteve a icônica cena do baile de formatura, mas transformou a gravação em um verdadeiro caos de efeitos e logística.

Em entrevista à revista PEOPLE, o diretor Mike Flanagan, de 48 anos, descreveu a filmagem como a sequência mais difícil da sua carreira. Ele explicou que a cena exigiu a coordenação de centenas de figurantes, uma dúzia de personagens principais cujos arcos precisavam ser acompanhados, além de múltiplos efeitos simultâneos, como fogo, água, acrobacias, faíscas, isqueiros Sterno explodindo, pessoas em cabos arremessadas ao ar e móveis voando, tudo em um cenário construído especificamente para ser destruído.

Flanagan ressaltou que, embora o evento dure pouco mais de um minuto na narrativa, a complexidade exigiu cerca de meia hora de filmagem, pois a equipe precisava capturar a ação sob diversas perspectivas antes de destruir o set e espalhar os elementos pela sala.

As gravações do baile começaram aproximadamente na metade da produção da série, conforme relatou a própria Summer H. Howell, de 22 anos. A atriz contou que o trabalho se estendeu por cerca de duas semanas e demandou uma preparação intensa de todo o elenco e da equipe técnica.

Howell destacou que passou cerca de 12 dias coberta de sangue durante as filmagens. Em dois desses dias, o sangue foi jogado sobre ela – em um dia uma vez, em outro duas vezes – exigindo que ela refizesse o visual entre as tomadas.

Um detalhe que quase comprometeu a gravação foi a queda da tiara de Carrie em uma das tomadas, o que, segundo Howell, poderia ter reduzido o número de tomadas necessárias se não tivesse ocorrido.

Alison Thornton, que interpreta a antagonista Chris Hargensen, também participou ativamente da sequência. Ela descreveu como despejar o sangue falso foi uma das partes mais divertidas da gravação, lembrando que foram usados cerca de 20 baldes de sangue em uma lona, nunca diretamente sobre Summer, e que a experiência a deixou em êxtase, como verdadeira fã de Stephen King.

O diretor concluiu que a combinação de efeitos práticos, número de participantes e a necessidade de destruir o set ao mesmo tempo tornou a cena do baile o maior desafio logístico já enfrentado em sua trajetória, reforçando a importância da sequência para a nova adaptação da clássica história de terror.

Com informacoes de Globo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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