Ato de campanha de Lula e Haddad em São Paulo inicia com disputa entre organização e Polícia Militar sobre percurso
Por volta das 11h25 do sábado, 3 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições, iniciou o ato de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Haddad (PT) em São Paulo.
A programação original previa a passagem pela Avenida Paulista, mas o percurso foi alterado para a Rua Augusta após um impasse entre a organização do evento e a Prefeitura municipal.
Participaram do ato o presidente Lula, o candidato ao governo de São Paulo Haddad, o vice‑presidente da República Geraldo Alckmin (PSB) e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Antes da chegada dos candidatos, houve atrito entre integrantes da organização e policiais militares que acompanhavam o evento. Segundo a equipe responsável, os policiais solicitaram que o trio elétrico que se encontrava mais adiante na Augusta avançasse pela via antes da chegada dos candidatos; os organizadores recusaram o pedido. Manifestantes que acompanhavam o ato passaram a vaiar os policiais e a gritar “fascistas”. Em nota, a Polícia Militar afirmou que, até aquele momento, não havia impedimento por parte da corporação ao trajeto desejado pelos manifestantes.
Durante a caminhada, Lula fez referência à disputa pela Avenida Paulista, afirmando que a via não pertence a um grupo político específico e declarou: “A Paulista não é da direita, é do povo brasileiro”.
A primeira‑dama Janja Lula da Silva destacou a importância do voto das mulheres, criticou o prefeito Ricardo Nunes e afirmou que a avenida será ocupada pelos apoiadores no domingo, dia da votação, dizendo: “Amanhã não tem não, senhor prefeito Ricardo Nunes. Amanhã a Paulista é nossa. Você vai plantar batata porque amanhã vamos comemorar no primeiro turno a vitória do presidente Lula”.
O impasse sobre o uso da Paulista ocorreu entre a campanha petista e a Prefeitura de São Paulo, dirigida por Ricardo Nunes, aliado do governador Tarcísio. Na quinta‑feira, 1º de outubro, a Prefeitura declarou que não havia autorizado a caminhada e que atendia a uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE‑SP). Segundo a administração municipal, o TRE teria determinado que a Avenida Paulista fosse mantida desimpedida nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro.
Entretanto, no mesmo dia, o TRE‑SP esclareceu ao g1 que não havia proibido atos políticos na Paulista no sábado; a orientação enviada à Prefeitura visava manter a avenida aberta apenas à circulação de veículos no domingo, 4 de outubro, dia da votação.
Na sexta‑feira, 2 de outubro, o TRE‑SP autorizou, por 5 votos a 1, a realização da “Caminhada Lula e Haddad”, suspendendo os efeitos do ofício da Subprefeitura da Sé que considerou inviável o uso da Paulista e recomendou a não utilização da Augusta.
Com informacoes de G1 Política.

